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| Foto: Jonh Stan |
Nesta semana, a Polícia Civil prendeu dois
homens acusados de traficar drogas no Plano Piloto. As ações fazem parte do
Plano de Atenção Emergencial da Asa Norte, que promete trazer mais
tranquilidade aos moradores que reclamavam da movimentação intensa em torno de
drogas em várias quadras da região, em especial próximo a áreas comerciais.
O último a ser preso foi Harlan de Sá Farias,
46, na noite de quarta-feira. O homem é um velho conhecido da polícia e já
havia sido detido em 1999 pelo mesmo crime. De acordo com o delegado da
Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), Leonardo de Castro, ele era bastante
conhecido na Asa Norte e se encontrava com os usuários nos comércios locais.
A polícia soube da existência de Harlan após a
detenção do garçom de um restaurante na Asa Norte, que o citou como o seu
fornecedor. Na quarta, o homem foi flagrado vendendo drogas em um posto de
combustíveis.
O suspeito tinha duas porções de cocaína e, ao
vistoriar o carro dele, a polícia encontrou mais trouxinhas de droga em um compartimento
escondido no painel, além de R$ 2,5 mil. Homem confessou que em sua casa e
também na da sogra, ambas em Sobradinho, havia mais entorpecentes. No total,
foram apreendidos 7 kg de maconha e 2 kg de skunk – uma espécie de maconha
produzida em laboratório, mais cara e mais forte –, além do dinheiro e de duas
balanças de precisão. Ele poderia lucrar quase R$ 50 mil com a venda dos
produtos.
O delegado Leonardo complementa que, após a
prisão de Harlan, foi percebido que um dos fornecedores dele era o mesmo do
médico Maikow Araújo, 36, preso na terça por associação ao tráfico.
O Plano de
Atenção Emergencial da Asa Norte começou no fim de abril deste ano e já deteve
cinco traficantes, 11 usuários e dois menores. A ação começou depois de
demandas da comunidade, que alegava o intenso tráfico na região.
“A violência na Asa Norte está terrível nos
últimos tempos”, alerta o presidente do Conselho Comunitário da Asa Norte,
Sérgio Bueno, que lembra que o tráfico gera muitas complicações na vida dos
jovens e das famílias. Ele elogia a ação policial e se alegra ao ver a
efetividade dela.
Porém, faz um alerta: “Precisamos de mais
polícia nas ruas e mais trabalho da inteligência para identificar as quadrilhas
e locais de tráfico, para que os indicadores sejam ainda mais baixos”.
“A gente acredita que, tirando os traficantes
antigos, aumentará a sensação de segurança e os índices de criminalidade vão
cair”, afirma o delegado Leonardo de Castro.
(J.Br/redação JAL)



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