O Tribunal do Júri do Paranoá julga, nesta quinta-feira (24/8) às
9h, Cilda Borges da Silva, ré pelo assassinato do marido, Luiz José Alves
Júnior, ocorrido em janeiro de 2015. De acordo com os autos do processo, a
mulher matou o companheiro a facadas enquanto ele dormia na cama do casal.
O crime ocorreu no dia 2 de janeiro de 2015, na residência onde o casal
morava, no Itapoã. Segundo o processo, na noite do assassinato, Cilda esperou o
marido dormir, pegou duas facas e desferiu diversos golpes contra o
companheiro. Depois, saiu de casa e tentou simular a ocorrência de um
latrocínio. No entanto, foi presa em flagrante.
À polícia e à Justiça, ela alegou que cometeu o crime porque a vítima
teria ameaçado os filhos dela de morte. Cilda responde por homicídio
qualificado e, se condenada, pode pegar 30 anos de reclusão.
Aos policiais, ela afirmou que sofria agressões constantes de Luiz José
Alves Júnior. Disse ainda que, no dia do crime, foi ameaçada e espancada pelo
companheiro e tentou acalmá-lo, sem sucesso.
Segundo a mulher, o crime foi um ato de proteção porque o marido teria
ameaçado matar os dois filhos que ela teve em um relacionamento anterior.
Ele teria dito ainda que fugiria com o filho que ambos tiveram, de
2 anos.
Testemunhas afirmaram que a casal tinha um relacionamento
conturbado e brigava constantemente. A vítima teria o hábito de beber e usar
drogas, enquanto a suspeita seria muito ciumenta, de acordo com depoimentos de
amigos.
O julgamento será realizado no Fórum Desembargador Mauro Renan
Bittencourt, no Paranoá, e é aberto ao público.



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