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| Foto: Breno Esaki |
Apresentando-se com
nomes falsos – como Elisângela –, uma cuidadora de idosos foi presa por aplicar
golpes nos pacientes que a contratavam. Ana Régia Monteiro de Souza – o nome
verdadeiro –, 50 anos, estava com um mandado de prisão preventiva em aberto e dois
de prisão condenatória. Ela foi detida em casa, no Riacho Fundo.
Após obter confiança dos
patrões, a mulher roubava documentos pessoais, abria contas em bancos,
solicitava cartões adicionais, tentava sacar cheques entre outros tipos de
golpe. “Ela chegou a comprar um pacote de viagem para Tocantins em nome da
vítima, mas não chegou a utiliza-lo”, conta a delegada responsável pelo caso,
Isabel Moraes.
A prisão foi feita pela
Coordenação de Crimes Contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes
(Corf), da Polícia Civil. Segundo a delegada, a mulher escolhia as vítimas por
meio de anúncios em jornais de grande circulação e em sites na internet. Ela
também se passava por empregada doméstica. Geralmente ficava de três a dez dias
na cada das vítimas – tempo necessário para cometer os crimes.
Segundo a polícia, a
suspeita foi denunciada por filhas das vítimas, já que muitas delas
administravam as contas das mães. Ao perceberem algo estranho, procuraram as
autoridades. Bancos e operadoras de telefone também teriam sido prejudicados
pela estelionatária.
Ana Régia já possuía
passagens por furto e estelionato e respondia aos crimes em regime aberto. Ela
praticava este tipo de delito há no mínimo dez anos, pois existem ocorrências
de 2007. Agora, Ana responderá novamente por estelionato, tentativa de
estelionato e furto contra idosos. De acordo com a delegada, a suspeita pode
ficar pelo menos dez anos presa.
Existem 22 ocorrências e
10 inquéritos contra Ana Régia. A investigação só identificou três vítimas, mas
a delegada acredita que muitas outras pessoas foram prejudicadas. “Ela chegou a
gastar R$ 22 mil de uma das vítimas, mas os prejuízos podem ser bem maiores.
Fica difícil mensurar os danos totais, já que as faturas demoram pra chegar”,
explica a delegada.
(J.Br/redação JAL)



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