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Quatro pessoas foram
presas e uma se encontra foragida após operação da Polícia Civil que investigou
um esquema de corrupção que envolveu administrações regionais de três cidades.
O esquema rendia cerca de R$ 300 mil por mês à quadrilha e começou a ser investigado
após denúncias anônimas, segundo a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a
Administração Pública (Decap).
Os detidos são acusados
de falsificação de alvarás e cartas de Habite-se – documento que permite a
ocupação de um imóvel.
Entre os detidos, que
foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória (CDP), na Papuda, estão
um servidor comissionado que era gerente da administração do Riacho Fundo I e
três despachantes. Um corretor está foragido. Um funcionário da Agência de
Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), um servidor da administração de
Taguatinga e um despachante foram conduzidos à delegacia para prestar
esclarecimentos. Após a conversa com as autoridades, eles foram liberados.
Segundo o
delegado-adjunto da Decap, Virgilio Ozelani, as investigações continuam no
intuito de identificar servidores não só das instituições já identificadas, mas
também de outros órgãos públicos. “Há suspeita de que a organização criminosa
atue em outras administrações”, relatou.
Também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, que
confiscaram dois computadores, celulares e várias pastas e envelopes com
documentos. Eles serão analisados na tentativa de encontrar mais informações
que serão adicionadas ao inquérito. De acordo com o delegado responsável pela investigação,
as identidades dos envolvidos ficarão em sigilo para não atrapalhar os próximos
passos da apuração.
Segundo a Polícia Civil, o esquema funcionava com despachantes e
corretores imobiliários que facilitavam a emissão de alvarás ou cartas de
Habite-se por meio de contatos dentro das administrações regionais. “As pessoas
procuravam a administração para regularizar ou conseguir um alvará. Os
servidores diziam que não conseguiam resolver, mas que conheciam alguém que
poderia ajudar”, disse o delegado Ozelani.
O esquema é investigado há pelo menos um ano pela Polícia Civil.
O valor para obter os documentos variava de R$ 5 mil a R$ 25 mil. Os suspeitos
vão responder por corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha e
falsidade ideológica. Só após o fim da investigação será possível calcular as
penas dos envolvidos.
Em nota, a Secretaria das Cidades determinou aos administradores
de Samambaia, do Riacho Fundo I e de Taguatinga que revejam toda a documentação
dos pedidos de Habite-se emitidos no período investigado pela Polícia Civil.
Determinou ainda a exoneração dos servidores que estão sendo investigados na
operação.
A Administração do Riacho Fundo I informou que o servidor
envolvido está detido por cinco dias, conforme determinação judicial, e a
exoneração do mesmo já foi realizada. Outros funcionários da instituição não
estão a par da situação.
Em relação ao cancelamento da documentação que tenha sido
fraudada, a administração disse que não foram identificados documentos
irregulares para o Riacho Fundo e que caso sejam encontradas irregularidades
serão encaminhadas ao órgão responsável para que sejam tomadas providências.
Até o fechamento desta edição, o JBr. não recebeu respostas da
Administração de Taguatinga sobre o assunto. A administração de Samambaia
utilizou as informações da pasta das Cidades como nota.
(J.Br/redação JAL)



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