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| Foto divulgação |
A Operação Glasnost da Polícia Federal deflagrada na manhã desta
terça-feira (25/7) é a segunda fase de investigações de uma centena de
brasileiros envolvidos com a produção e o compartilhamento de imagens
relacionadas à exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. Estão
sendo cumpridos 77 mandados judicias em Goiás e em outros 13 estados
brasileiros.
Dos 77 mandados, três são de prisão preventiva, 72 de busca e
apreensão e dois de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para
prestar depoimento. Além de Goiás, as ordens judiciais são cumpridas
no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro,
Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Piauí, Pará e Sergipe.
Com alcance mundial, os criminosos usavam um site russo para
compartilhar os conteúdos proibidos. De acordo com a PF, os arquivos
continham fotos e vídeos de crianças, adolescentes e até de bebês, muitos
deles sendo abusados sexualmente por adultos.
A primeira fase da operação ocorreu novembro de 2013. À época, a polícia
também conseguiu resgatar vítimas de abusos sexuais que tinham entre
cinco e nove anos. Um dos investigados abusava sexualmente da própria
filha, de apenas cinco anos de idade, e compartilhava imagens na internet com
outros pedófilos ao redor do mundo.
A equipe de policiais envolvidos com a Operação Glasnost também
identificou brasileiros residentes nos EUA. Eles foram investigados com a
colaboração do FBI. Entre os alvos da operação, havia pessoas de
várias idades e profissões, incluindo um Policial Militar, um soldado da
Aeronáutica, alguns professores, bem como um chefe de grupo de escoteiros.
O nome da operação é uma referência ao termo russo que significa
transparência. Segundo a PF, a palavra foi escolhida porque a maior parte dos
investigados utilizava servidores russos para a divulgação de imagens de
menores na internet e realizar contatos com outros pedófilos ao redor do mundo.
(Metrópoles/redação JAL)



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