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| reprodução facebook |
A morte de um jovem de
23 anos na madrugada de ontem, depois de uma briga na festa Quinto, realizada
no Conic, coloca em prova a segurança dos eventos no Setor de Diversões Sul
(SDS). Segundo testemunhas, com frequência, o endereço é palco de encontros regados
a drogas e que não suportam o tamanho da demanda. A prefeitura do local
confirmou que, mais uma vez, não estava ciente da festa, que terminou em
tragédia por volta das 5h.
De acordo com a Polícia
Civil, a vítima é o estudante Yago Linhares Sik, que era morador do Lago Sul. O
rapaz teria se envolvido em uma confusão com outro homem dentro do evento por
causa de uma mulher. O crime, no entanto, aconteceu do lado de fora, em frente
ao Edifício Eldorado. A briga foi contida por outras pessoas e o suspeito foi
embora, mas voltou armado no fim da festa para se vingar, conforme informou a
Polícia Militar. Ele, então, esperou Yago sair para atirar três vezes contra o
estudante. Dois disparos teriam acertado o jovem no tórax e na cabeça.
Em um vídeo feito pouco
depois do ocorrido, é possível ver a vítima estirada na calçada e o Corpo de
Bombeiros tentando reanimá-la, mas sem sucesso. Nas imagens, amigos de Yago
também aparecem chorando e desesperados com a situação. Horas depois, a perícia
chegou ao local, assim como a família do jovem. Muito abalados, os pais não
quiseram falar com a imprensa. A ocorrência foi registrada na 5ª Delegacia de
Polícia (Área Central). Porém, até às 17h40, a PCDF ainda não havia realizado a
prisão do autor, mas estava à procura de um suspeito.
No Facebook, uma jovem, que seria parente de Yago, escreveu
mensagem em que aponta um suspeito e afirma que ele já responde por Maria da
Penha. O rapaz estaria agredindo a ex-namorada na festa, quando o estudante foi
defender a amiga e foi ameaçado.
Um áudio com o depoimento de outra pessoa que estava na festa
também está circulando nas redes sociais. Um homem afirma que entrou sem ser
revistado ou apresentar documento. “Foi muito bagunçado”, afirmou.
Assim que soube da ocorrência, a prefeita do Setor de Diversões Sul e síndica do Edifício Boulevard, de onde um bebê de três meses foi sequestrado na última quinta-feira, Flávia Portela, foi até o local. Ela assumiu o primeiro cargo há 13 anos e, há cerca de um ano e meio, reivindicalizou a criação de um Conselho de Segurança para a área, que foi criado logo em seguida.
Assim que soube da ocorrência, a prefeita do Setor de Diversões Sul e síndica do Edifício Boulevard, de onde um bebê de três meses foi sequestrado na última quinta-feira, Flávia Portela, foi até o local. Ela assumiu o primeiro cargo há 13 anos e, há cerca de um ano e meio, reivindicalizou a criação de um Conselho de Segurança para a área, que foi criado logo em seguida.
“Quando assumi como síndica, contratei um especialista e
espalhei mais de 70 câmeras. Depois que investimos em tecnologia e em um quadro
de funcionários qualificado, as ocorrências diminuíram. Inclusive, foi decisivo
para que o sequestro da criança fosse solucionado. Quase todos os prédios já
estão organizados dessa forma. É lamentável que a falta de organização de um
evento tenha custado a vida de um jovem”, afirma.
Segundo ela, não é de hoje que o Conselho tem cobrado maior
fiscalização na liberação dos alvarás de festas. “Há um ano e meio, acontecem
eventos contrários ao que apoiamos. O Conic precisa ser revitalizado sim, mas
aqui não é lugar para receber duas, três mil pessoas ou mais, como tem
acontecido. Exposições de fotografia, artesanato e até festas menores são muito
bem-vindas. Não tínhamos conhecimento da realização da Quinto, por exemplo.
Imploramos para que a Administração de Brasília deixasse de emitir esses
alvarás até que o setor estivesse preparado, mas ouvimos que existem ordens
superiores para que isso continuasse”.
A Secretaria de Segurança Pública afirma que a morte do rapaz de
23 anos no Conic foi um “caso isolado, tinha tempo que não acontecia”. A pasta
garante que a festa Quinto tinha alvará de funcionamento e explica como o
documento é concedido aos eventos realizados na região.
“Primeiro, somos procurados e comunicados pela organização, até
porque precisamos encaminhar a demanda para as forças de segurança da cidade.
Detalhes como atrações da festa e público estimado também nos são apresentados.
Em seguida, a Administração de Brasília é responsável pela emissão de um alvará
temporário. Nessa festa especificamente, os convidados podiam levar a própria
bebida”, declara o subsecretário de Operações Integradas da Secretaria,
Leonardo Sant’anna.
Ele ressalta que a festa Quinto faz parte de uma sequência de
eventos realizados na semana cultural do Teatro Dulcina, que também recebeu
pequenas feiras. O subsecretário Sant’anna confirma que ainda faltam condições,
mas alega que retirar os encontros do Setor de Diversões Sul não é a solução.
“A saída é investigar naquele lugar. Historicamente, o Conic passou por um
processo de degradação e, agora, o governo está tendo a coragem e a vontade de
tocar na ferida e revitalizar. O setor precisa ser ocupado. É uma pena que, há
cerca de seis anos, tenhamos perdido a ajuda da taxa local de segurança para
todos os eventos”.
(conteúdo J.Br/redação
JAL)



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