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| Foto divulgação |
O espaço começou a ser
preparado 15 dias após a edição do ano passado, que levou 650 mil pessoas à
Granja do Torto. O organizador do evento, Marco Portinho, espera levar ainda
mais gente neste ano e, quem sabe, fazer deste o segundo maior evento de motociclistas
do mundo. Atualmente, o Brasília Capital Moto Week é considerado o terceiro do
estilo, sendo o maior na América Latina. Perde apenas os encontros de Daytona e
Sturgis, nos Estados Unidos.
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| Foto divulgação |
Desde o início da
semana, os motoclubes chegam a Brasília. Os amigos Sérgio Agnes, 29, e Henrique
Balduino, 29, montaram acampamento e prometem passar todos os dias aproveitando
para conhecer os diversos grupos. O piloto agrícola Sérgio foi a todas as
edições que pôde.
O autônomo Henrique se envolveu com esse estilo de vida há pouco mais de três anos. “Quero passar os dias ouvindo rock, bebendo e confraternizando”, brinca.
O autônomo Henrique se envolveu com esse estilo de vida há pouco mais de três anos. “Quero passar os dias ouvindo rock, bebendo e confraternizando”, brinca.
O organizador Marco
Portinho buscou diferenciar o evento deste ano, dando mais atenção às mulheres
e crianças. A intenção é unir as duas famílias do motoclubista e fazer com que
todo mundo participe. Para isso, foi organizado o espaço Lady Bikers, onde as
mulheres poderão contar com produtos e serviços pensados para elas. Nesta
edição, além de grandes shows com bandas nacionais e locais, também haverá
apresentações de motociclistas fazendo acrobacias no Globo da morte – que em
determinado momento se abre ao meio para injetar mais adrenalina à plateia.
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| Foto divulgação |
Em 2016, o Brasília
capital Moto Week movimentou R$ 55 milhões e ofereceu 5 mil empregos diretos e
indiretos. E, na intenção de ir além do viés financeiro, a organização planejou
uma forma de compensação ambiental com o plantio de 5 mil mudas. O GDF até
cedeu um espaço no Lago Norte para que seja criado o Bosque dos Motoqueiros,
mas o desejo é que até o fim do evento seja encontrado um espaço mais próximo
ao QG dos motociclistas na Granja.
“Todo fim de semana, há
milhares de encontros de motos espalhados pelo DF. Mas o grande encontro é este
aqui. A nossa meta não é ser o segundo maior, mas fazer um evento para a
família”, destaca o organizador, ao lembrar que, muitas vezes, ainda existe um
estigma de violência sobre os motociclistas. “Somos uma nação com várias tribos
que são os diferentes estilos de moto. Todos somos irmãos”, diz.
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| Foto Divulgação |
Fábio Ambrósio, 43, fez
questão de trazer toda a família para participar do BCMW. A sua esposa, Shayena
Ambrósio, 31, diz que não teve jeito de ficar longe das motos depois de
conhecer o marido. A filha de 8 anos, Catarina, já tem triciclo para não perder
as viagens.
Sobre o hábito de pilotar, o comerciante Fábio é incisivo: “É um
vício. A sensação de liberdade é muito boa. Quando viajamos, o objetivo é
curtir o caminho”. Shayena sente total segurança em levar a filha ao evento. A
família participa do motoclube Boanerges – nome bíblico que significa “filhos
do trovão”.
(J.Br/redação JAL)






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