Até agora, 1,3 mil titulares de cartões foram notificados e estão com o benefício suspenso. O bloqueio ocorre dez dias após a notificação.
“Esses cartões serão bloqueados, conforme a lei,
por seis meses. A pessoa terá de comparecer ao DFTrans [Transporte Urbano do
Distrito Federal] para se explicar, será aberto um processo administrativo e,
na Polícia Civil, um outro processo quanto à utilização [irregular] desses
cartões”, detalha Damasceno.
Desde o ano passado, foram bloqueados cerca de 95
mil cartões no Distrito Federal por irregularidades.
Ao se apresentarem no DFTrans, os usuários têm
direito a defesa. Passados os seis meses de bloqueio, poderão requerer o
benefício novamente, caso atendam aos requisitos.
Damasceno destaca que o maior controle do cadastro, em parceria com unidades de ensino, ajudou
no controle. “Nesse processo, a gente verifica quem tem ou não o
direito, mas não consegue avaliar o que é feito com o cartão. A biometria vem
para combater um segundo tipo de fraude, que é provocada pelo aluno que tem o
direito, mas vende, aluga, dá o cartão.”
Ao longo do ano, novos equipamentos — que, segundo
a pasta, estão sendo encomendados — serão instalados gradativamente na frota de
ônibus do DF. Acima dos validadores, onde os usuários passam o cartão, são
instaladas câmeras que captam imagens de quem passa pela catraca.
Por meio de um software, essas imagens são
comparadas com as do cadastro do DFTrans. Quando se verificam divergências, uma
equipe avalia para tomar as providências cabíveis.
As fraudes aumentam o custo do transporte público
no DF. “Isso é evasão de receita, traz prejuízo para toda a população que paga
o sistema de transporte. Então nós precisamos coibir, dar o benefício para quem
realmente precisa, quem vai utilizar”, destaca o secretário de Mobilidade.
Com um relacionamento mais próximo com as instituições de ensino,
o DFTrans conseguirá bloquear os cartões do Passe Livre Estudantil de acordo
com as particularidades de cada estabelecimento.
“Pela primeira vez as escolas nos forneceram toda a
listagem de férias de julho, o que nos possibilitou fazer o bloqueio por
escola”, acrescenta Damasceno. Portanto, as datas do começo e do fim da
suspensão variam.
Em julho, o ponto de partida da suspensão são os
dias 3, 10, 17 e 24 — este último em respeito às escolas públicas que vão repor
dias de aula. Os repasses serão retomados no dia em que os colégios voltarem
das férias. Para isso, todos têm até 31 de julho para enviar a relação dos
estudantes matriculados.
O Passe Livre Estudantil é utilizado por 195 mil
estudantes. O governo gasta aproximadamente R$ 22 milhões por mês com o
programa. O DFTrans estima que os valores caiam para algo em torno de R$ 9
milhões em julho.
(Agência Brasíia/redação JAL)



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