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| foto: PCMG |
Um caso bárbaro de abuso sexual chocou
a cidade de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço. Um padrasto abusava de uma
menina de apenas 4 anos de idade, mas o agravante é que a mãe permitia e
assistia os abusos, bem como o casal mantinha relações sexuais na frente da
criança para satisfazer os desejos do companheiro. O casal foi apresentado pela
Polícia Civil nesta terça-feira (27).
De acordo com a delegada Tereza Júlia
do Nascimento, há cerca de 15 dias a mãe, de 32 anos, procurou a delegacia para
denunciar os abusos. Ela ligou para a unidade e disse que não tinha como ir até
lá pessoalmente para fazer a denúncia. Por causa da gravidade da denúncia, a
delegada pediu que uma equipe de investigadores fosse até a casa dela para
buscá-la. “Ela estava chorando muito e
começou a dizer que o padrasto abusava da criança, fazendo sexo oral nela e
pedindo com que a menina fizesse sexo oral nele”, contou a delegada.
A delegada disse que ela e os
investigadores começaram a perguntar como eram os abusos e a mãe acabou
contando que ela permitia e participava. Ela disse que às vezes bebia e acabava
tendo relações sexuais com o companheiro, de 49 anos, na frente da
criança. “Ela contou que estava tomando
banho com a menina e começava a ter relações sexuais na frente dela e que
depois o casal levava a criança para a cama deles. Ela disse que fazia isso
porque o companheiro dizia que era o sonho dele envolver uma virgem na relação
do casal e ela tinha medo de perder o companheiro se não fizesse isso”,
afirmou Tereza.
Com esse primeiro depoimento da mãe, os
investigadores ouviram também a criança que confirmou os fatos. “A menina tem uma linguagem e dava detalhes
que uma criança na idade dela não saberia. O padrasto foi ouvido e negou os abusos”,
relatou a delegada. A mulher disse que bebe todos os dias e que mantinha
relações sexuais na frente da criança porque amava seu companheiro e não queria
perdê-lo. “Eu acredito que ela foi a
delegacia por causa de muito remorso da situação e depois ela mudou a versão
porque viu a dimensão que o caso tinha tomado”, disse a delegada.
Ainda de acordo com Tereza, a criança
passou por exame de corpo e delito e não foi constatado o rompimento do hímen,
no entanto, mesmo assim, há indícios suficientes que o crime aconteceu. A
delegada disse que já esperava por esse resultado, já que a mãe contou que o
suspeito disse que só faria penetração com a menina quando ela completasse 12
anos e antes disso, ele só faria sexo oral.
Depois do primeiro depoimento a mãe foi
chamada para ser ouvida novamente e mudou de versão negando que praticasse os
abusos e também que o padrasto tivesse abusado das crianças. No entanto,
durante as investigações, os policiais descobriram que a menina já tinha
contado sobre os abusos para uma vizinha e para uma prima também criança.
Segundo a delegada os abusos começaram
em novembro do ano passado. A mulher foi presa no último dia 20 e o homem no
último dia 23. Ele chegou a ficar foragido e foi encontrado em uma casa que ele
tinha na cidade. Não se sabe se ele tinha cometido outros abusos sexuais.
Os dois serão indiciados por estupro de
vulnerável e, se forem condenados, podem pegar, no mínimo, de 8 a 30 anos de
prisão. “Foi o caso mais chocante que já
peguei. Todos nós da delegacia ficamos muito chocados”, conclui a delegada.
A delegada contou que além da mãe da
criança ser alcoólatra a família é completamente desestruturada, já que o pai
biológico da vítima está preso por abusar sexualmente de outras crianças no
bairro onde morava, também em Coronel Fabriciano. A mãe tem um outro filho que
ela perdeu a guarda. A Polícia Civil está investigando o motivo para ela ter
perdido a guarda da criança e ainda não há mais detalhes.
“O
que sei é que esta outra criança está morando com a família materna em
Fortaleza, de onde a autora é natural”,
diz Tereza. Segundo a delegada, embora a família seja de baixa renda, eles não
chegavam a passar dificuldades. A mulher é do lar e o suspeito trabalhava com
mototáxi, tinha casas de aluguel na cidade e já morou na Europa.
Inicialmente a menina de 4 anos foi
levada para a casa de uma tia paterna, no entanto ela ficará sobre os cuidados
do Conselho Tutelar e deverá ser encaminhada para um abrigo da prefeitura da
cidade.
(Natália Oliveira/redação JAL)



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