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| Foto: Fernando Leite/ Jornal Opção e Eduardo Nogueira/ Câmara |
O juiz Átila Naves, da 134ª zona
eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás cassou, na última terça-feira
(20/6), os mandatos dos vereadores Sargento Novandir e Emilson Pereira, do
Podemos (ex-PTN). A ação foi proposta pelo ex-vereador Carlos Soares (PT) que,
com a decisão, pode assumir vaga na Casa. Além dele, a sentença beneficia
também Cairo Salim (PSDB).
Segundo os autos, o partido
registrou mulheres que não fazem parte efetivamente da atividade parlamentar
apenas para cumprir a cota feminina de 30% obrigatória por lei, o que configura
fraude no Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP). O
esquema foi descoberto a partir de depoimentos.
Entre as testemunhas ouvidas,
algumas chegaram a ser registradas como candidatas, receberam santinhos, mas
com ordem para queimá-los, não gravaram propagandas eleitorais, e sequer
votaram nelas mesmas. Algumas delas afirmaram ter recebido inclusive promessa
de pagamento em dinheiro do ex-presidente municipal do partido, Leonardo
Avalanche, para assinarem a filiação.
Para o juiz, mesmo que não haja
provas do envolvimento direto dos vereadores no caso, eles acabaram se
beneficiando do esquema, uma vez que a candidatura deles só foi efetivada
porque o partido teoricamente cumpria as exigências. “Por mais que se considere não haja prova do envolvimento direto dos
eleitos e suplentes no fato, não há como se excluir a responsabilidade do
partido (…) bem como o benefício gerado a eles, que só tiveram suas
candidaturas deferidas graças à fraude perpetrada”, escreveu Átila.
A decisão ainda é de primeira
instância e, por isso, ainda cabe recurso. Assim, os dois vereadores
permanecem, mesmo que temporariamente, no cargo. Como a sentença envolve
todo o partido, ela atinge também os suplentes da legenda.
Procurado, o vereador Sargento
Novandir se disse indignado com a decisão e questionou os depoimentos das
testemunhas. “É a primeira vez que eu
vejo uma mulher participar de estelionato e ser confessa”, disse ele. O
parlamentar também afirmou que, desde que foi eleito, tinha preocupação com a
influência política dos que ficaram de fora da Câmara.
Também se tentou contato com o
vereador Emilson Pereira e com Leonardo Avalanche, mas não houve retorno até o
fechamento da matéria.
(conteúdo J. Opção/redação JAL)



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