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IML desmente agressão a um travesti na Rodoviária do Plano Piloto

foto: Dinomar Miranda
O IML – Instituto Médico Legal desmente a versão da suposta agressão a uma travesti na Rodoviária do Plano Piloto, publicado nesta sexta-feira (02/06) no Jornal de Brasília. O resultado do laudo provoca  uma reviravolta. O exame de corpo de delito da suposta vítima Natalha Silva Nascimento, 33 anos, não condiz com a denúncia apresentada por ela contra o funcionário da pastelaria Viçosa, Daniel Araújo, 21 anos, como sendo ele o agressor.
Foi o que informou o delegado-chefe Rogério Henrique Rezende Oliveira, da 5ª Delegacia de Polícia, responsável pela ocorrência.
O delegado afirmou que o laudo concluiu que Natalha não foi jogada no chão, arrastada e, muito menos, espancada pelo trabalhador. Diante disso, o inquérito foi encaminhado à Justiça. “Não o autuamos em nenhum crime porque o exame foi bem claro”, explica o delegado.
Daniel Araújo, teve a oportunidade de contar  sua versão dos fatos. O caso aconteceu na madrugada do dia 26 de abril. “Sempre que ela passava por lá, alguns funcionários a provocavam e faziam gracinha, mas eu nunca participei disso. No dia da confusão, aconteceu de novo. Eu estava em horário de descanso e, quando voltei, percebi uma briga entre eles, mas fiquei distante. De repente, a confusão sobrou para mim”, conta.
Daniel afirma que foi ofendido por Natalha injustamente por ser também homossexual assumido. “Ela colocou o dedo na minha cara, me ameaçou e cuspiu em mim. Ainda disse várias vezes ‘você vai ver, viado’. Minha reação foi tirar seu braço e dizer que eu não tinha nada a ver com aquela situação”, declara.
Daniel garante que eles não se conheciam, apesar dos rumores de que os dois já tiveram um relacionamento. “Nunca fomos amigos, tampouco tivemos algum envolvimento. Eu estava quieto no meu canto, nem perto da briga estava, quando fui provocado”, acrescenta.
Morador do Novo Gama, ele segue desempregado depois do ocorrido. Daniel estava há um ano e dois meses contratado. “Ela acabou com a minha vida. Perdi meu serviço e estou sendo acusado de algo que não fiz. Sempre tive um bom comportamento no trabalho, basta perguntar para o gerente da pastelaria. Agora, estou manchado no mercado e com dificuldade para conseguir outro emprego. Por enquanto, me viro para pagar as contas com o dinheiro que recebi da empresa”, conclui.

(Manuela Rolim/redação JAL)

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