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| foto: Breno Esaki |
No
Distrito Federal, rodoviários, metroviários, professores e profissionais da
Saúde já confirmaram adesão ao movimento à segunda greve geral do ano contra
reformas propostas pelo presidente Michel Temer, por sua saída do cargo e por
eleições diretas. Prometem parar por 24
horas na sexta-feira (30/06). As centrais sindicais convocam todos os
trabalhadores de todo o Brasil que devem aderir. O governo se prepara e ameaça
corte de ponto.
Motoristas
e cobradores trocarão os postos de trabalho pela participação em manifestações
na área central da cidade.
Em
assembleia na noite de domingo, os metroviários decidiram parar. Na
sexta-feira, a promessa é que 100% das atividades sejam interrompidas. O
Sindicato dos Rodoviários também confirmou a adesão.
A rede
pública de ensino já avisou que não haverá aula. Os docentes se reunirão na
Praça do Relógio, em Taguatinga, às 9h, para um ato em favor do movimento. O
Sindicato dos Professores anunciou adesão ao movimento, já com previsão de
reposição. Cada escola particular tem autonomia para decidir se adere ou não ao
movimento. Na última convocação, apenas cinco dos 503 colégios suspenderam as
atividades.
Representando
o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (Sindsaúde), Marli
Rodrigues acredita ser necessário engrossar o coro contra as reformas: “Essa greve não é um ato qualquer, tem um
significado importante. É a postura que o trabalhador brasileiro toma diante
dessa covardia de retirar direitos trabalhistas”. De acordo com a
sindicalista, atendimentos que não forem de emergência e que não coloquem a
vida de pacientes em risco serão paralisadas.
Está em
discussão um esquema especial de segurança para evitar confrontos e
depredações, como aconteceu no mês passado durante protesto contra o governo de
Temer. No último ato, o prejuízo para o GDF superou os R$ 100 mil.
O
Governo de Brasília ainda estuda o que fará caso a paralisação de fato ocorra.
Por enquanto, o que se sabe é que será cumprida a Lei de Geral de Greve
aplicada ao serviço público, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal, com
regras que preveem corte de ponto e de vantagens nos dias de falta aos
servidores que participarem de greves e paralisações. Isso para que os serviços
prestados à população não sejam ainda mais prejudicados.
Há,
porém, um protocolo de segurança para manifestações.
Amanhã,
a Central Única dos Trabalhadores se reunirá com os sindicatos para discutir a
agenda de atos. A partir de então será divulgada a lista final das categorias
que vão aderir ao movimento.
Em 28
de abril, atendendo ao chamado das centrais, mais de 30 categorias de
trabalhadores da capital participaram do ato e prejudicaram serviços básicos.
Em todo o País, mais de 40 milhões de trabalhadores aderiram à paralisação.
(conteúdo J.Br/redação JAL)



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