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| foto divulgação |
“Nas democracias modernas, nenhum Poder impõe sua vontade ao outro. O
único soberano é o povo, e não um só dos Poderes. E muito menos aqueles que
eventualmente exerçam o Poder. Sob meu governo, o Executivo tem seguido
fielmente essa determinação: não interfiro nem permito interferência indevida
de um Poder sobre o outro. Em hipótese alguma, nenhuma intromissão foi ou será
consentida”, disse.
Mencionando
a “independência e harmonia” entre os Poderes, o presidente lembrou-se dos
“princípios fundamentais” impostos pela Constituição Federal. Mais cedo, a
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, disse que “não há o que questionar” após
o Palácio do Planalto ter negado que agentes de
inteligência teriam monitorado o ministro do STF Edson Fachin, relator da
Operação Lava Jato.
O STF
abriu inquérito para investigar denúncias feitas ao empresário Joesley Batista,
em delação premiada, que envolvem o presidente.
No
pronunciamento, Temer afirmou que não vai esmorecer e voltou a dizer que “o
Brasil não vai parar”. Na gravação, feita à tarde no Palácio da Alvorada, o
presidente menciona as reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo
governo, que, segundo ele, têm trazido o país de volta aos “trilhos do
crescimento”. De acordo com o presidente, as mudanças econômicas, políticas e
sociais estão recolocando o Brasil “no caminho da prosperidade e do
crescimento”.
“Justamente no momento em que saímos da mais grave crise econômica de
nossa história, quando havia sinais claros de que as reformas teriam maioria no
Congresso Nacional, assacaram contra meu governo um conjunto de denúncias
artificiais e montadas. O Estado Democrático de Direito não admite que as
instituições públicas e seus responsáveis cometam ilegalidades sob qualquer
justificativa ou motivo. Na democracia, a arbitrariedade tem nome: chama-se
ilegalidade”.
Sem
mencionar nomes, Temer afirmou que o “caminho que conduz da Justiça aos
justiceiros é o mesmo caminho trágico da democracia à ditadura”. “Não
permitirei que o Brasil trilhe este caminho. Não vou esmorecer”, disse.
Em
referência à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na última
sexta-feira (9), de rejeitar a cassação da chapa Dilma-Temer, o presidente disse que na semana passada houve uma
“demonstração da vitalidade da democracia brasileira”, por meio do
funcionamento "pleno e livre do Poder Judiciário".
“Com coragem e determinação, estou convencido que alcançaremos nossos
objetivos de retomar crescimento e emprego sobre bases sustentáveis e seguras
do conjunto de reformas mais ambiciosas e necessárias das últimas décadas. O
Brasil não pode esperar. O Brasil não vai parar”, disse Temer, após afirmar que
seguirá “liderando o movimento” pela
aprovação das reformas.
(Por Paulo Victor Chagas/redação
JAL)



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