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| foto divulgação |
Aprovar o Instituto Hospital de Base
exigiu alguns esforços e acordos, mas foi aparentemente um processo tranquilo,
diante da pressão de servidores e de toda a polêmica que carrega a matéria. O
fato de ter o apoio irrestrito de 13 dos 24 distritais não significa, no
entanto, que o governo consolidou uma base na Câmara Legislativa.
A filha do ex-governador Joaquim
Roriz já disse que o fato de ter se posicionado a favor do governo não a coloca
entre os aliados. “Não sou da base deste
governo. Votei pelo projeto por convicção, por acreditar que, se unirmos os
esforços – políticos, população e servidores -, uma gestão mais moderna pode
melhorar o atendimento e tornar o Hospital de Base referência novamente”,
disse Liliane.
No caso de Prudente, ele afirma: “Por
uma questão de ideologia, votei a favor”. Ele originalmente é de oposição.
Nas contas do líder de governo,
deputado Rodrigo Delmasso (Podemos), a base permanece com a maioria dos
deputados, embora não conte com os dois aliados de ocasião. Ele lembra que os
deputados Israel Batista (PV), Chico Leite (Rede) e Reginaldo Veras (PDT), embora
tenham se posicionado contrários ao governo no episódio do Hospital de Base, Delmasso
pontua que “o governo sempre teve base” na Câmara e que sempre pode contar com
ela. “O governo tem uma base tão
democrática, que respeita as divergências internas e as bases dos deputados”,
observa.
O intuito do governo de colocar o
Instituto Hospital de Base em pleno funcionamento já no ano que vem pode
esbarrar em ações judiciais. Entidades sindicais e deputados da oposição
questionam que o quórum para aprovação do projeto deveria ter sido qualificado
– ou seja, no mínimo 16 distritais -, já que um dos artigos do texto trata de
isenção fiscal.
Embora a liderança do governo tenha
apresentado emenda supressiva ao texto que trata do benefício fiscal, o PT
apresentou um requerimento de destaque, que foi atendido e, de acordo com o
Regimento Interno da Casa, assim, foi votado em primeiro turno o texto da forma
que veio do Buriti, incluindo a questão fiscal, que exige aprovação por dois
terços do deputado, assim como determina a Lei Orgânica do DF.
Gutemberg Fialho, que preside o
Sindicato dos Médicos do DF, considera que o projeto “é cheio de vícios e
inconstitucionalidade” e um dos caminhos que deve seguir é recorrer ao
Judiciário. “Não se pode deixar que
Rollemberg abra uma estrada para dividir verba”, dispara.
O SindSaúde-DF vai buscar a Justiça,
conforme Marli Rodrigues, que preside a entidade. “O sindicato é incansável na defesa da Saúde. Temos uma estratégia jurídica
e um dos caminhos é a inconstitucionalidade para poder barrar”, diz.
Assim que o texto final da lei for
publicado no Diário da Câmara Legislativa, já é possível ingressar na Justiça
questionando a sessão que aprovou e até o quórum. A partir do momento em que a
lei for promulgada no Diário Oficial do DF, será possível entrar com uma ação
de inconstitucionalidade.
(conteúdo J.Brs/redação JAL)



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