Caso ocorreu no CEF 01 do Gama. Diretor da escola
afirma que confusão foi apenas “uma briga entre estudantes”
A família de um estudante de 14 anos do Centro de Ensino Fundamental (CEF)
01 do Gama está revoltada e promete procurar a polícia. Isso porque, segundo
parentes próximos, o garoto teria sido agredido, na manhã desta quarta-feira
(3/5), devido à sua orientação sexual.
De acordo com a tia do rapaz, a empregada doméstica Luzenice Ferreira
dos Santos, 42 anos, o menino vem sendo perseguido há meses dentro da escola
depois que assumiu ser gay. Mas, na aula desta quarta, as declarações
homofóbicas se transformaram em agressões. Ainda segundo a tia do garoto, tudo
começou quando a professora saiu da sala e deixou os alunos sozinhos.
Dois outros adolescentes teriam xingado o menor, que também foi alvo de
um soco no rosto.A família promete registrar ocorrência na Delegacia da Criança
e do Adolescente (DCA) na quinta-feira (4/5).
Eu não acho correto
ele não ter o direito de escolher a vida que quer levar. “Para mim, a escola
teria que cuidar pelo bem-estar de todos os alunos". Afirmou Luzenice, tia do garoto.
O diretor do CEF 01, Oswaldo José Azevedo dos Santos, confirmou a briga
entre estudantes mas negou que o episódio tivesse cunho homofóbico. “Ele (o rapaz gay) é quem chamou os outros
alunos com nomes pejorativos. O jovem realmente foi agredido com um murro, mas
não por questões de opção sexual”, disse.
Procurada pela reportagem, a Secretaria de Educação confirmou a briga,
mas não comentou a possibilidade de homofobia. Confira a nota da pasta na
íntegra:
A Secretaria de Educação do DF informa que
dois estudantes do Centro de Ensino Fundamental 01 do Gama brigaram dentro da
escola. Ao tomar conhecimento do fato, os gestores da unidade acionaram o
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que prestou as orientações
necessárias para o encaminhamento do jovem que se machucou. O outro adolescente
não foi encaminhado ao hospital por não precisar de atendimento médico. Os pais
dos estudantes vão se reunir com a direção da escola nesta quinta-feira (4)
para esclarecer o ocorrido.
Cabe ressaltar que, para prevenir e combater a violência, a Secretaria de
Educação desenvolve, ao longo do ano, por meio de projetos pedagógicos, temas
como cidadania e direitos humanos, mediação de conflitos, combate às drogas,
dentre outros assuntos. Ressalta-se que a pasta mantém parceria com o Batalhão
Escolar, da Polícia Militar.
(Larissa Rodrigues)



Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.