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| foto divulgação |
O empresário Nenê Constantino, 86 anos, foi condenado pelo assassinato
do líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito, em 2001. Além dele,
outros réus foram considerados culpados: o ex-vereador de Amaralina (GO)
Vanderlei Batista Silva; o dono da arma usada no crime, João Alcides
Miranda; e o ex-empregado do empresário João Marques dos Santos. Victor
Bethônico Foresti, genro de Constantino, era acusado de corrupção a testemunha
e foi absolvido.
Eles foram condenados por homicídio duplamente qualificado, por
motivo torpe e cometido diante de dissimulação. Os dois primeiros também foram
sentenciados duas vezes por corrupção de testemunha. Constantino, João
Alcides e Vanderlei poderão recorrer da decisão em liberdade. João Marques, que
estava preso, permanece detido.
A sentença saiu nesta sexta-feira (12/05) por
volta de 1h30 da madrugada, anunciada pelo juiz João Marcos Guimarães Silva. Constantino
foi sentenciado a 16 anos e seis meses de prisão (13 anos e 6 meses pelo homicídio
e 3 anos pela corrupção de testemunha), a serem cumpridos em regime
inicialmente fechado, além de multa de R$ 84 mil .
João Miranda pegou 17 anos e meio de prisão; João Marques, 15; e
Vanderlei, 13. As penas de Constantino e Vanderlei foram atenuadas porque ambos
têm mais de 70 anos. A condenação de João Marques foi mais severa porque ele
possuía maus antecedentes criminais.
A defesa de Nenê Constantino afirmou que vai recorrer da decisão,
comemorada pelo promotor Bernardo Resende. “O
resultado me agrada muito, não pela dimensão, mas pelo trabalho realizado há
muito tempo, desde a fase de denúncia e inquérito. Nosso país vive uma crise
muito grande e algumas pessoas se consideram mais supremas que as outras. Esta
decisão é um recado de que esse tipo de comportamento não será aceito”,
afirmou.
O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri de Taguatinga. Os sete
jurados, sendo quatro mulheres e três homens, ficaram convencidos de
que Nenê mandou executar o líder comunitário e os demais condenados
tiveram participação no crime. No entanto, o autor dos disparos, Manoel
Tavares, não foi julgado porque já morreu.
O resultado foi divulgado por volta das 23h15 desta quinta-feira (11/5),
após os jurados deliberarem por duas horas e meia em uma sala secreta. As
penas, no entanto, só foram definidas na madrugada.
Na sessão ao longo desta quinta-feira (11/5), acusação e defesa
apresentaram réplica e tréplica de seus argumentos. Pela manhã, o
promotor Bernardo Resende apresentou gravações telefônicas que provariam a
culpa dos réus.
O promotor também refutou a tese da defesa de que um homem chamado
Padinho seria o verdadeiro responsável pelo assassinato do líder comunitário.
Por fim, Resende apresentou o vídeo de uma testemunha que alegou ter recebido a
oferta de uma casa para confirmar a versão de que Padinho era o homicida.
(conteúdo Metrópoles/redação JAL)



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