O transporte remunerado individual de passageiros aberto ao
público é atividade privativa do profissional taxista, inclusive quando a
conexão entre usuários e motoristas ocorrer por meio de plataformas
digitais". Esse texto que remete a um verdadeiro retrocesso, fazer parte
de uma proposta alternativa que visa deixar a legalização do UBER, somente para
as esferas municipais.
Porém, deixando de lado o que pode ou o que não pode, ou o que é
ou não direito de uma determinada classe, quero fazer um convite para um tópico
que transcende essa questão, que é a necessidade do consumo, ou seja, o que as
pessoas querem. Em minhas aulas que ministro na ESPM, afirmo que nenhuma marca,
projeto, classe ou empresa é maior do que o mercado.
O Uber pode até acabar no Brasil, mas a ideia, formato e a
necessidade por serviços bons e que atenda a todos os bolsos, não acabarão.
Surgirão outros serviços provenientes da economia colaborativa para atender as
mais novas necessidades de consumo.
Infelizmente, políticos estão mostrando total miopia ao mercado
e ao comportamento do consumidor contemporâneo, literalmente estão tampando o
sol com a peneira. Em meio a este cenário, cabe uma reflexão: Por qual razão
nenhuma articulação política acabará com a economia colaborativa?
A tendência veio para ficar, especialmente porque é regida por
três grandes forças: social (as pessoas compartilham mais, por exemplo),
econômica (escassez de recursos) e tecnológica (ascensão de uma geração que
cresceu com a internet e se conecta com outras pessoas em proporções muito
maiores do que antes).
Os taxistas ainda não perceberam que o aplicativo não deve ser
considerado um inimigo. E, sim, um bom exemplo desta revolução do consumo. Em
resposta ao rápido e feroz crescimento do aplicativo Airbnb, maior plataforma
de aluguel de casas, apartamentos, sem ter um imóvel se quer, a rede de hotéis
Marriot, embora presente em um mercado completamente distinto, deve servir como
exemplo.
Ao invés de lutar contra o fenômeno, a marca agiu de forma
inteligente. Ela credenciou com o selo Mariott casas de pessoas que alugavam um
quarto e indicou clientes provenientes do programa de lealdade que a rede
cultiva. No final de tudo, a rede negociou algo em entre 10% e 20% de
participação no revenue do locatário do quarto.
Um mercado está surgindo. A ruptura continua. Empresas e
profissionais ainda podem escolher em qual lado da história querem estar. E aí
se incluem os taxistas. Fazer parte dessa revolução repensando modelos de
negócios e fomentando essas iniciativas (encontrando uma denominador comum para
o tipo de retorno que espera) ou assistir de camarote e provavelmente serem
guilhotinados? É um caminho sem volta.
A briga está apenas começando.
(Gabriel Rossi/reação JAL)



Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.