Despacho de Fachin cita que os
delatores relataram um repasse de R$ 1,5 milhão para a campanha dos
peemdebistas
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin
autorizou abertura de investigação contra o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia
e ex-senador Maguito Vilela (PMDB) e seu filho, o deputado federal Daniel
Vilela (PMDB). Eles foram citados na delação premiada de dois ex-executivos da
Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato, por recebimento de pagamento via
caixa para campanhas eleitorais.
O inquérito
4441 cita que os delatores Fernando
Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Alexandre José Lopes Barradas relataram um
repasse de R$ 500 mil para a campanha de Maguito Vilela a prefeitura de
Aparecida de Goiânia em 2012. Já Daniel Vilela teria recebido R$ 1 milhão para
a sua campanha para deputado federal em 2014.
Com
a abertura da investigação, os processos devem seguir para a Procuradoria-Geral
da República (PGR) e para a Polícia Federal (PF) para que sejam cumpridas as
primeiras diligências contra os citados. Ao longo da investigação, podem ser
solicitadas quebras de sigilo telefônico e fiscal, além da oitiva dos próprios
acusados.
Em
nota conjunta, Maguito e Daniel Vilela afirmaram que suas campanhas foram
feitas com recursos contabilizados conforme a lei, que suas contas foram aprovadas
pela Justiça Eleitoral e que elas estão disponíveis no site do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE). Maguito e Daniel também afirmaram que nunca estiveram
com os delatores, nunca falaram com eles e sequer os conhecem. “Ambos refutam qualquer acusação. Informam
ainda que não foram notificados das investigações do Supremo Tribunal Federal e
que estão tranquilos e convictos de que a ação será arquivada porque não tem
qualquer lastro na realidade”, diz o texto.
(MaisGoiás)



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