Como se o sistema de saúde do DF já não estivesse suficientemente
falido, surge mais essa...
A novela das fraudes no sistema eletrônico de controle de
frequência da Secretária de Saúde tem novo capítulo. Na manhã desta
quarta-feira (15), o Ministério Público e a Polícia Civil iniciaram uma
operação que apura irregularidades no registro de frequência e em atestados
médicos da UTI do Hospital de Base de Brasília.
Segundo a Promotoria de Defesa da Saúde do MPDFT, a suspeita é
que médicos tenham burlado a escala de serviço da UTI adulto, com horas extras
lançadas não realizadas, gerando horas de trabalho semanal incompatíveis. Ainda
há indícios de falsificação de documentos para justificar abonos concedidos.
Entre os crimes apurados estão peculato, estelionato, falsidade
ideológica, falsificação de documentos, associação criminosa e inserção de
dados falsos em sistema de informática.
“A Secretaria de Saúde não tolera
nenhum tipo de ilicitude na conduta dos servidores”, afirmou o
corregedor Fábio Santos. Ele explicou que tomaram conhecimento da situação de
fraudes em outubro, quando houve sabotagem no Forponto e dados desapareceram.
De acordo com ele, a operação foi provocada pela própria pasta e auditorias
devem se intensificar.
“Os controles precisam ser
aprimorados”, reconhece o corregedor. Desde que instalou-se o sistema
eletrônico de frequência, Fábio Souza garante que houve resistência de
funcionários e fraudes acontecem com frequência. Hoje, diz, centenas de
investigações estão em andamento dentro da pasta. “É interesse da secretaria aprimorar o controle de frequência”,
afirma. Todos os casos denunciados devem ser apurados. Em relação à ação desta
quarta-feira, ainda não foram notificados em relação a nomes de envolvidos. O
MPDFT convocou coletiva de imprensa para dar detalhes da operação.
jessica.antunes@jornaldebrasilia.com.br



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