Em todo o ano de 2016, foram 24 registros; morte de
37 macacos também preocupa as autoridades, que têm reforçado a imunização dos
moradores
A
mortalidade da febre amarela varia de 15% a 45% dos casos, segundo a
Organização Mundial da Saúde (OMS)
Do início do ano até agora, o Distrito Federal
notificou 25 casos de febre amarela em regiões da capital e no Entorno. Do
total, dois estão sendo investigados e um homem, morador de Januária, norte de
Minas Gerais, morreu na capital em 18 de janeiro. O número de notificações em
menos de três meses já supera o de todo o ano passado, quando houve 24
episódios notificados no DF e Entorno. Destes, 17 pacientes moravam na capital
e sete eram de outras unidades da Federação. Dos residentes daqui, um caso
ficou inconclusivo. Este ano, além do caso que veio a óbito, outros dois
continuam sob suspeita e os demais são investigados.
Cenário preocupa o brasiliense, que ainda busca
vacinas nos postos de saúde. Além das suspeitas, 37 macacos foram encontrados
mortos na capital federal desde janeiro (veja arte). As amostras seguiram para
o Laboratório de Referência Nacional Evandro Chagas e os resultados ainda não
ficaram prontos. No entanto, a Secretaria de Saúde do DF garantiu que,
independentemente da resposta, a Subsecretaria de Vigilância à Saúde faz todas
as ações de manejo ambiental e bloqueio vacinal nas áreas onde podem ser
encontrados macacos. A doença é comum nos bichos, porque são os principais
hospedeiros do vírus.
A diretora de Vigilância Epidemiológica da
Secretaria de Saúde, Heloísa Araújo, explicou que aumentou a sensibilidade da
doença no DF. Isso significa que os serviços de saúde estão mais atentos ao
quadro de febre amarela. Quando se suspeita de um caso, ocorre a notificação. “Como é um caso agressivo, precisamos de uma
intervenção mais próxima da realidade. Além disso, é algo que tem um impacto
social muito grande e precisa ser tratado de forma mais enérgica”,
destacou.
Segundo
ela, quando ocorre a notificação, acredita-se que aquele caso abre uma
suspeição para um quadro de febre amarela. A suspeita, por sua vez, é quando já
existe um quadro clínico. “Nós estamos em
uma área endêmica, somos vizinhos a Minas Gerais, e tem acontecido uma circulação
de pessoas vindo para o DF. Por isso, precisamos ficar mais atentos,
principalmente em razão desse tanto de caso acontecendo em outras unidades
federativas”, destacou.
(Correio
Braziliense)



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