Pesquisas recentes indicam que no
Distrito Federal, quase 1 milhão de pessoas se declaram evangélicas, ou
seja, cerca de 31% da população, de acordo com dados da Companhia de
Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). Votos suficientes para
eleger qualquer candidato na disputa majoritária, isto sem levar em
conta, outras denominações religiosas que professam a fé cristã.
Hoje o Distrito Federal está carente de
uma nova liderança que consiga trazer de volta a esperança para milhares
de Brasilienses, que estão preocupados com questões básicas do
cotidiano, como emprego, saúde, segurança, transporte e moradia.
Assim como ocorreu no Rio de Janeiro
onde o candidato Marcelo Crivella (PRB), ligado ao segmento evangélico
(Igreja Universal), conseguiu uma expressiva votação, elegendo-se
prefeito da capital, no DF existe um movimento forte no sentido de
reunir em torno de uma chapa majoritária, as principais lideranças
evangélicas.
O Agenda Capital ouviu
as principais lideranças do segmento, e quase todas foram unânimes em
afirmar que chegou a hora do evangélicos deixarem de ser coadjuvantes e
lançar candidatura própria ao Senado e ao Governo do DF.
No vácuo de uma liderança capaz de
reunir nomes de peso no cenário político da capital, alguns
pré-candidatos com grande potencial eleitoral, começam a despontar para
ocupar este espaço, como é o caso do deputado federal, Ronaldo Fonseca
(Pros), que está no seu segundo mandato, e tem sido um político
influente dentro da Câmara Federal. Fonseca reúne em torno do seu nome,
as principais lideranças evangélicas do DF, e cristãos de outras
denominações, inclusive católicos.
Deputado Federal Ronaldo Fonseca
Consultado pelo Agenda Capital,
Ronaldo Fonseca que é pastor presidente da ADET (Assembleia de Deus de
Taguatinga), afirmou que o seu nome foi colocado à disposição do grupo, e
que se for consenso, poderá sim participar do processo eleitoral,
representando o segmento, na disputa ao Governo ou ao Senado,
descartando qualquer possibilidade de ser vice-governador.
Bispo Robson Rodovalho
Apesar de ainda não confirmar a sua
candidatura, o Bispo Robson Rodovalho, sempre aparece nas pesquisas com
boas intenções de votos, o que lhe credencia como potencial candidato ao
Executivo ou Senado. Em 2006, Rodovalho foi eleito deputado Federal com
expressiva votação, não somente dos evangélicos, mas também de outras
denominações religiosas como a igreja católica, onde tem grandes
admiradores, pela sua luta em prol da família. Nas eleições de 2010
preferiu ficar fora da disputa, se dedicando exclusivamente a
administrar a Sara Nossa Terra, igreja da qual é Presidente.
Apóstolo Fadi Faraj
Deputada Distrital Sandra Faraj
Deputado Distrital Rodrigo Delmasso
Bispo Renato
Pastor Egmar Tavares
Pastor Daniel de Castro
O cientista político, pastor Daniel de
Castro, presidente regional do Partido Social Cristão (PSC) ligado ao
ministério Assembleia de Deus Madureira, que tem como presidente
mundial, o bispo Manoel Ferreira, declarou ao Agenda Capital, que chegou
a hora dos evangélicos perderem o medo, e lançarem um nome forte ao
GDF. Segundo Daniel que é suplente de deputado distrital, “não podemos mais ficar aguardando sermos convidados. Eles é que tem que vir compor conosco”, afirmou.
Outra liderança que obteve nas últimas
eleições uma boa votação (8.452 votos), foi a do pastor Iolando (sem
partido). O evangélico pertence à igreja Assembleia de Deus Ministério
de Missão, que tem como presidente, o Pastor Orcival Xavier. Iolando
afirmou ao Agenda Capital que tem se encontrado com
bastante frequência com lideranças evangélicas, e que apoia o nome que
for escolhido para disputa majoritária no DF.
Deputado Federal Ronaldo Fonseca
O Agenda Capital fez um
levantamento sobre os votos válidos obtidos pelos principais candidatos
evangélicos do DF nas eleições de 2014, chegando ao expressivo
resultado de 350 mil votos, considerando apenas os mais votados.
É claro, que muita “água ainda vai rolar por debaixo desta ponte”.
Não resta dúvida, que se houver união das lideranças evangélicas no DF
em torno de um nome, com certeza, o resultado será no mínimo um segundo
turno.
É bom lembrar aos senhores
pré-candidatos, que eleição se ganha com grupo e união. Se não tiver um
grupo forte, um projeto factível, uma boa articulação política e
sensibilidade aos graves problemas que o DF enfrenta, dificilmente
qualquer pretenso candidato ao Buriti, obterá êxito na disputa. Os
tempos são outros, a população está mais esclarecida!
Fonte: Agenda Capital



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