Deputado federal do Solidariedade
lamenta falta de compromisso dos aliados e garante que já tem negociações
avançadas com outros grupos
Deputado
federal Lucas Vergílio
A relação entre os então aliados PMDB e Solidariedade azedou nesta
sexta-feira (29/7), após a Executiva Metropolitana peemedebista decidir, por
unanimidade, que lançará chapa pura de vereadores, probindo coligação
proporcional.
A decisão foi tomada a contragosto do próprio presidente municipal e
pré-candidato, Bruno Peixoto, que criticou ao Jornal Opção a decisão: “Me sinto
desestimulado. Priorizaram a chapa proporcional e isso atrapalha até a união da
oposição ao governo. Tenho que avaliar se vale a pena colocar meu nome quando
já existe veto à coligação.”
Único deputado federal do Solidariedade e filho do principal nome da
sigla em Goiás, Lucas Vergílio lamentou posicionamento dos aliados em
entrevista à reportagem. Para ele, mais uma vez, “é o PMDB sendo o PMDB”.
“Tomaram decisão pensando apenas neles mesmos. PMDB só olha para o próprio
umbigo e isso é complicado… Portanto, quem não quer estar no grupo são eles”,
completou.
Nesta semana, os aliados da oposição de 2014 (PMDB-DEM-PRP-SD) se
reuniram algumas vezes e definiram que iriam caminhar juntos na disputa pela
prefeitura de Goiânia em 2016 — inclusive, o candidato sairia de dentro dos
quadros da sigla, afastando as especulações de apoio a outro pré-candidato já
posto. Bruno Peixoto era o mais cotado.
No entanto, com a decisão desta sexta, Lucas Vergílio avalia que não há
mais tal compromisso. “Não tenho nada em relação ao Democratas e o PRP, só não
vamos estar com o PMDB. Tocaremos nosso projeto, que já está consolidado, com
outro partido. As conversas já estão bem adiantadas”, explicou.
Apesar de não ter revelado quais seriam, a expectativa é que o
Solidariedade apoie Vanderlan Cardoso, do PSB. “Não entraremos em nenhuma
aventura. Buscamos um projeto sério, consistente e com bastante planejamento”,
arrematou.
Conexão
Um dos pontos mais destacados por Lucas Vergílio é o “projeto maior” que
os partidos estavam construindo. De acordo com ele, não se tratava apenas das
eleições municipais de 2016, mas, também, da disputa de 2018 — uma articulação
que superava questões locais. Por Alexandre Parrode jornalapção



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