Operação
da Polícia Federal cumpriu na sexta-feira (1º) 48 mandados de condução
coercitiva – quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento – em Vicente
Pires, no Distrito Federal. A PF investiga suposto esquema de grilagem
de grandes proporções na região, com uso de empresas de fachada para esconder
as verbas ilegais.
Segundo a apuração, o empresário Juraci Pessoa de Carvalho usava
nomes de “laranjas” em sociedades falsas. A ideia era usar confecções e postos
de gasolina, por exemplo, para esconder a origem irregular de verbas obtidas
com o parcelamento de lotes, diz a PF. O advogado nega as acusações.
“Ele utilizava terceiros, justamente, para que não aparentasse
que ele era o proprietário de todas essas empresas”, diz o delegado que comanda
a apuração, João Thiago.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Carvalho tem 29
empresas e usava parte delas para lavar o dinheiro do parcelamento de lotes.
“Eles estão respondendo por lavagem de dinheiro, oriundo de um crime
contra a administração pública que é um parcelamento irregular de solo urbano”,
diz o delegado.
Juraci, mais conhecido como “Juraci Tesoura de Ouro”, foi
candidato a deputado federal pelo PTB nas eleições de 2014, e obteve 13.600
votos. É muito ligado ao ex-senador Gim Argello que se encontra preso.
Fonte: Donny Silva/Com informações do G1



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