A Secretaria de Segurança Pública e Administração
Penitenciária (SSPAP) apresentou, na tarde desta segunda-feira (20/06),
detalhes da Operação Crepitus, que resultou na prisão, por homens da Polícia
Civil, de sete suspeitos de integrar grupo especializado em explosões a
agências bancárias. A organização criminosa é responsável por mais de 30% dos
crimes dessa natureza cometidos no Estado. O vice-governador e titular da
Pasta, José Eliton, o delegado-geral da Polícia Civil, Álvaro Cássio, e o
superintendente de Polícia Judiciária, Ricardo Chueire, também participaram da
apresentação, realizada no auditório da SSPAP.
De acordo com o titular do Grupo Antirroubo a Bancos (GAB)
da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), delegado Alex
Vasconcellos, somente em 2016 a associação criminosa teria explodido agências
bancárias de cinco municípios goianos: Aragarças, Bom Jardim de Goiás, Britânia
Itapirapuã e Montes Claros. “Eles confessaram os crimes”, assinalou.
Ao falar da operação, o vice-governador e secretário de
Segurança Pública e Administração Penitenciária, José Eliton, elogiou a atuação
da Polícia Civil acerca da investigação e consequente prisão dos suspeitos. E
destacou ainda que as forças policiais do Estado seguirão firmes no combate ao
crime em suas mais diversas áreas. “Nossos aparatos de inteligência e as forças
policiais vão continuar lutando diariamente para tirar as organizações
criminosas das ruas”, garantiu.
As investigações duraram cerca de três meses e, ao todo, a
Operação Crepitus – “explosão” em latim -, contou com o trabalho de dez agentes
de polícia, dois delegados e três escrivães. As prisões ocorreram na última
quarta-feira (15) em Goianira e Jussara. Os acusados são Iodeyve José da Silva,
23 anos, Gilson Noé, 32, José Arnaldo Rebouças, 31, Lucas Pereira, 21, Carlos
Henrique Souza, 30, Cleber Moura, 26, e Francisco Ernani, 35. De acordo com a
PC, esse último é o chefe da organização criminosa.
O delegado Alex Vasconcellos também ressaltou que, somente
nos últimos 60 dias, quatro quadrilhas especializadas em ataques a bancos foram
desarticuladas pelas forças policiais. Estes quatro grupos, segundo o serviço
de Inteligência, são responsáveis por 70% dos crimes cometidos em agências
bancárias somente em 2016.
Ainda segundo o titular do GAB/Deic, a quadrilha agia com
extrema violência. Segundo ele, parte do grupo ficava dentro das agências
bancárias, enquanto os demais integrantes efetuavam disparos pela cidade,
inclusive contra as forças policiais locais. "Nosso serviço de
inteligência monitorou os casos e, com isso, concluímos que são responsáveis
por todas as ocorrências de roubo a bancos no Oeste goiano ao longo deste
ano", explicou ao citar que a polícia não descarta uma possível participação
do grupo em crimes dessa natureza cometidos em anos anteriores.
Padrão de vida elevado
Um fato que chamou a atenção da polícia, de acordo com o
delegado Alex Vasconcellos, é o alto padrão de vida dos envolvidos. “Todos os
presos viviam em casas luxuosas, com móveis caros, piscinas e carros (próprios
e alguns fruto de roubos) considerados de alto valor aquisitivo”, afirmou o
delegado ao informar que, durante entrevista com o chefe do bando, Francisco
Ernani, este confessou que não exerce qualquer atividade lícita que lhe permita
ter uma renda.
Ainda de acordo com o delegado, com a organização criminosa
foram encontrados um veículo que já estaria sendo equipado para um novo ataque
e armamento de grosso calibre. “No momento das prisões eles confessaram que as
armas eram locadas no Estado de São Paulo”, relatou ao citar que as
investigações apontam que, além das explosões a agências bancárias, eles
atuavam ainda em outros tipos de crimes, como roubo de cargas e no tráfico de
drogas.
Presos entregues à Justiça
O vice-governador e secretário de Segurança Pública lembrou
que durante o detalhamento da operação e divulgação das identidades dos
suspeitos, os mesmos não foram apresentados pelo fato de o Poder Judiciário
realizar, naquele exato momento, audiências de custódias com os envolvidos.
“Não acredito que o juiz responsável flexibilize os pedidos de prisões dos
suspeitos, até porque a Polícia Civil enviou material suficiente que comprova o
envolvimento de todos e a alta periculosidade do grupo”, disse.
O vice-governador e titular da SSPAP, José Eliton, lembrou a
todos do compromisso do Estado, por meio da Secretaria de Segurança Pública e
Administração Penitenciária, em combater todo e qualquer tipo de crime.
De acordo com José Eliton, a efetividade das ações contra
esse tipo de crime (ataques a agências bancárias) se deu a partir de
investimentos no aparato de inteligência, passando pela integração entre as
diversas forças policiais e a ampliação da atuação do Comando de Operações de
Dividas (COD), que tem dificultado o tráfico de armas e drogas nas fronteiras
do Estado. Ele lembrou ainda da alta resolutividade dos crimes cometidos em
Goiás, que faz com que a Polícia Civil goiana seja uma das mais eficientes do
País.
FOTOS: JOTA EURÍPEDES





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