Os acusados
abordavam as vítimas em locais públicos, como postos de
combustíveis, restaurantes e circos, para oferecer cupons de
sorteios de pacotes de viagem e diárias em hotéis
Da redação do
JAL
Nesta
quarta-feira (11), equipes da Coordenação de Repressão aos Crimes
contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (CORF)
deflagraram a Operação Vacation, em localidades do Distrito Federal
e em Goiânia/GO. A ação objetivou dar cumprimento a seis mandados
de busca e apreensão e três de prisão. Três pessoas, acusadas de
aplicar golpes, a maioria, contra idosos, foram presos
preventivamente. Eles atuavam no DF, na Bahia e em Goiás.
De acordo com as
investigações, os acusados abordavam as vítimas em locais
públicos, como postos de combustíveis, restaurantes e circos, para
oferecer cupons de sorteios de pacotes de viagem e diárias em
hotéis. Por meio do preenchimento desses cupons, os golpistas
obtinham os dados pessoais das vítimas, as quais eram convencidas,
posteriormente, a serem sócias-proprietárias junto a uma agência
de turismo denominada Primer Turismo, localizada em Taguatinga Sul
(alvo das ações de busca e apreensão, realizada na data de hoje).
Com os
envolvidos, foram apreendidos vários documentos, notas promissórias,
talonários de cheques, máquina de cartões de crédito e cártulas
de cheques, já preenchidas, além de boletos bancários em nome da
respectiva agência.
Segundo as
informações levantadas, os pagamentos efetuados pelas vítimas eram
feitos por meio de depósitos bancários, cartão de crédito,
cheques e dinheiro. “Caso as vítimas não utilizassem as diárias
acumuladas, poderiam também ser negociadas com os criminosos”,
conta o diretor-adjunto da Difraudes/Corf, Luciano Guimarães.
Os criminosos
ardilosamente, diziam que poderiam reembolsar os clientes pelas
diárias não utilizadas, cotadas, em média, a R$ 300. Porém, para
que os beneficiários pudessem receber os respectivos valores, teriam
de pagar novas taxas e mensalidades. Os golpistas também ofereciam a
possibilidade de converter as diárias nacionais em internacionais.
“Algumas pessoas chegaram a ser lesadas em até R$ 200 mil”,
destaca o delegado.
Os presos R.A.,
42 anos, A.E.S., 53, e L.C.B., 57, que já possuem antecedentes
criminais, irão responder por crimes de organização criminosa e
estelionato. Outras dez pessoas ligadas ao grupo também estão sendo
investigadas e já foram indiciadas em razão dos golpes aplicados.
Fonte: Divisão
de Comunicação/DGPC



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