A pedido do MP, policiais acusados de tortura e abuso de
autoridade são afastados de seus cargos. Denúncia e ação de improbidade foram
feitas pelo GCEAP do MP
Da redação do JAL
Acolhendo parcialmente pedido feito em ação de improbidade
administrativa proposta pelo Ministério Público de Goiás, o juiz Ricardo Prata
determinou o imediato afastamento de três policias militares de Goiânia,
denunciados por tortura e abuso de autoridade (por atentarem contra a
inviolabilidade do domicílio e por praticarem ato lesivo à honra da vítima).
Com a decisão, o tenente John Júnior Bispo Caldeira, o soldado Vasco Vinício
Pereira Franco e o cabo Wequisley da Silva Santos deverão permanecer afastados
do policiamento ostensivo, sem prejuízo da remuneração, devendo ser remanejados
para a execução de serviços administrativos internos, bem como entregar o
armamento ao comandante do batalhão da Polícia Militar que integram.
Para o magistrado, as circunstâncias apresentadas pelo
MP-GO, assim como os depoimentos de testemunhas e de envolvidos na ação
“evidenciam, à primeira vista, a real periculosidade dos requeridos e o efetivo
risco de reiteração criminosa, a ensejar risco à segurança da coletividade, vez
que, ao agirem em nome do Estado, têm o dever de promover segurança à sociedade
e não ter comportamento violento, o que é incompatível com a atividade policial
e constitui substrato para outros tantos delitos”, afirmou Ricardo Prata.
Entenda
Em abril desse ano, o Grupo Especial de Controle Externo da
Atividade Policial do MP-GO ofereceu denúncia criminal contra sete policias
militares por tortura (alguns por ação e outros por omissão) e abuso de
autoridade. Além dos PMs afastados foram também denunciados os sargentos Lúcio
Carlos da Silva e Luciano Lemes, o soldado Rodrigo de Souza Dias e o cabo
Ricardo Andrade Oliveira por tortura (omissão) e por abuso de autoridade (por
atentarem contra a inviolabilidade do domicílio). No âmbito cível, o MP-GO
propôs ação por ato de improbidade administrativa contra os setes policiais, na
qual foi pedido o afastamento dos três policiais.
saiba mais
De acordo com a denúncia, na tarde de 17 de agosto do ano
passado, o grupo realizou ação em uma residência no Setor Boa Vista, em
Goiânia, com a intenção de apurar informações quanto a armas de fogo e o
paradeiro de uma pessoa conhecida como “Cigano”. Mesmo sem qualquer autorização
ou o consentimento da moradora, os policiais entraram na residência e a
torturam, assim como uma prima da vítima, que havia ingressado na casa para
tentar socorrer a tia.
Fonte: Assessoria de
Comunicação Social do MP-GO - foto: banco de Imagem)



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