Contra os policiais rodoviários federais e os militares as
acusações são em virtude da omissão, pois de mesmo estando cientes do que acontecia,
devendo agir para evitar a prática dos atos de violência praticados contra as
vítimas, permitindo as agressões
Da redação do JAL
O MP denunciou o policial civil Thiago Henrique Muller João
pelo crime de tortura por ter constrangido, nas dependências do Centro
Integrado de Operações de Segurança (Ciops), Vinícius Mesquita Rodrigues e
Hylden Mezet Coelho, com emprego de violência ou grave ameaça, com aumento de
pena por ter sido cometido por agente público.
Estão sendo denunciados também pelo crime de tortura os
policiais rodoviários federais Gabriel Oliveira Eduardo e Wanderley Marcos
Rodrigues da Silva; os policiais militares Mário Carvalho Jardim da Silva
Júnior, Weliton Pereira da Silva, Herbert Francisco Póvoa e Erivelton Pereira
da Mata, por terem momentos antes, se omitido em relação ao constrangimento
imposto às vítimas.
O crime aconteceu em Valparaíso de Goiás, no dia 17 de março
de 2013, quando, por meio de violência, foi causado às vítimas sofrimento
físico e mental para obter informação sobre prática criminosa, violando, assim,
dever legal de quem deveria evitá-la.
A tortura
No dia 17 de março de 2013, Vinícius e Hylden e mais outras
duas pessoas se envolveram em um crime na comarca de Ipameri, fugindo, em
seguida, para Valparaíso. Os policiais rodoviários Gabriel e Wanderley
conseguiram localizar o esconderijo do grupo e foram para o local fazer a
prisão em flagrante, com apoio dos policiais militares Mário Carvalho, Weliton,
Hebert e Erivelton. Chegando no local, eles entraram na casa onde os suspeitos
estavam, fizeram a prisão. Com a situação sob controle, entretanto, alguns
policiais militares não identificados passaram a constranger Hylden e Vinícius
para obter informação sobre a existência de outras armas de fogo usada no crime
que cometeram, bem como de outros integrantes do grupo.
Os policiais rodoviários federais e os militares
denunciados, mesmo estando cientes do que acontecia, devendo agir para evitar a
prática dos atos de violência praticados contra as vítimas, se omitiram,
permitindo as agressões.
Depois disso, as vítimas foram levadas ao Ciops para a
lavratura do auto de prisão em flagrante, quando o policial civil Thiago
Henrique, para obter dados referentes às qualificações das vítimas, começou a
dar golpes de porretes, causando as lesões constatadas por relatório medico e
que instruem a denúncia.
Fonte: ( Assessoria de Comunicação Social do MP-GO - Imagem:
Google View)



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