Operação do governo de Brasília envolveu 14.330 agentes de
segurança pública em três dias
Cerca de 56 mil manifestantes ficaram do lado sul da
Esplanada, destinado aos defensores do pedido de impedimento, e cerca de 26 mil
do outro lado, na área reservada aos manifestantes contrários ao processo
Da redação do JAL
Terminou na madrugada desta segunda-feira (18) a
movimentação de grupos contrários e favoráveis ao impeachment da presidente
Dilma Rousseff. As manifestações começaram por volta das 10 horas de domingo
(17) e, no momento de maior movimento, às 20 horas, a Polícia Militar do
Distrito Federal calculou público de 79 mil pessoas.
Cerca de 56 mil manifestantes ficaram do lado sul da
Esplanada, destinado aos defensores do pedido de impedimento, e cerca de 26 mil
do outro lado, na área reservada aos manifestantes contrários ao processo.
Ao fim da votação, o governador Rodrigo Rollemberg, que
acompanhou os acontecimentos pelo Palácio do Buriti, parabenizou as forças de
segurança do DF, "que mais uma vez atuaram de maneira eficiente e
competente, garantindo a integridade física e a liberdade de expressão dos
brasilienses e a preservação do patrimônio público." O chefe do Executivo
também destacou que os movimentos sociais cumpriram com o pacto por uma
manifestação pacífica.
Para garantir a tranquilidade e preservar o patrimônio
público, foi montada uma força-tarefa durante três dias na Esplanada dos
Ministérios, de 15 a 17 de abril. Atuaram nesse período 11,5 mil policiais
militares, 1,5 mil bombeiros e 330 agentes do Departamento de Trânsito do DF.
Trezentos policiais civis reforçaram o policiamento nas Asas Sul e Norte, no
Cruzeiro e no Sudoeste.
Desde o início da manhã de domingo, a Polícia Militar
apreendeu fogos de artifício e 70 armas cortantes, como facas, pedaços de
madeira e pedra. Até o início da madrugada de segunda, não houve registro de
ocorrências criminais graves associadas às manifestações.
O Corpo de Bombeiros registrou 52 atendimentos de casos como
desmaio, quedas e outros de gravidade leve.
Votação
A Câmara dos Deputados aprovou a autorização para o
prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no
Senado Federal por 367 votos favoráveis, 137 contra e sete abstenções. Dois
parlamentares dos 513 não participaram da sessão que terminou por volta da
meia-noite de domingo. "O povo brasileiro e os brasilienses ocuparam a Esplanada
dos Ministérios de maneira ordeira e pacífica, sem incidentes graves",
disse o governador. Segundo ele, essa foi mais uma demonstração da maturidade
política dos cidadãos, que acataram a decisão dos parlamentares. "A hora é
de reconstruir o País, sempre dentro dos limites da Constituição."
GOVERNADOR
Enquanto cerca de 57 mil pessoas acompanham a votação do
processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, na
Esplanada dos Ministérios, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg,
monitora a movimentação acompanhado pela equipe de governo, no Palácio do
Buriti. "A nossa preocupação é que tudo ocorra de forma tranquila e
pacífica e que prevaleça a vontade do Congresso Nacional", disse.
O chefe do Executivo avalia adequado o esquema de segurança
montado pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social para receber
tantos manifestantes. "Não temos dúvidas de que a divisória está
permitindo que as pessoas se manifestem com tranquilidade", afirmou. De
acordo com a pasta, até o fim da tarde de hoje, nenhuma ocorrência criminal
relacionada ao protesto foi registrada. O Corpo de Bombeiros fez 17
atendimentos até as 18 horas, entre desmaios, tombos e outras situações de
pouca gravidade.
O efetivo das forças de segurança foi ampliado ao longo da
tarde, conforme aumentou a quantidade de pessoas que acompanham a votação. São
3,1 mil policiais militares, 320 bombeiros e 75 agentes do Departamento de
Trânsito mobilizados para garantir a segurança no local.
As atenções do governo estão voltadas agora para a dispersão
dos manifestantes ao fim da votação no Congresso Nacional. "Contamos com o
espírito democrático da população para respeitar o resultado da votação, seja
ele qual for", disse. De acordo com o esquema montado pelo governo de
Brasília, as pessoas que tiverem o interesse atendido pela Câmara dos Deputados
poderão permanecer no local, sem movimentação dos trios, enquanto o grupo
antagônico se dispersa.
Reuniram-se com o governador o chefe da Casa Militar,
coronel Cláudio Ribas; a secretária da Segurança Pública e da Paz Social,
Márcia de Alencar Araújo; a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão,
Leany Lemos; o secretário de Mobilidade, Marcos Dantas; o diretor-presidente da
Companhia do Metropolitano do DF, Marcelo Dourado; os comandantes-gerais do
Corpo de Bombeiros Militar do DF, coronel Hamilton Santos Esteves Junior, e da
Polícia Militar do DF, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira; e a chefe de
Comunicação Institucional e Interação Social, Vera Canfran.
Fonte: Agência Brasília



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