Dilma Rousseff, Lula da Silva e mais um monte de políticos —-
especialmente do PT, mas não só —- amanheceram neste domingo, 13, com muito
medo. A razão é simples: a única coisa que mete medo em político é a voz rouca
das ruas. A frase é do finado Ulysses Guimarães, o prócer peemedebista, e não
tem como não lembrá-la nestas ocasiões.
A
voz rouca do povo vai ecoar neste domingo, que pode entrar para a história como
o dia em que os brasileiros simbolicamente despacharam o governante (no caso, a
governante) mais fraco da nossa história.
Obviamente
que este texto foi escrito antes (mais precisamente, na sexta-feira, 11) e não
havia como saber o tamanho da adesão dos brasileiros aos protestos marcados
para hoje. A mobilização para as manifestações nas redes sociais era intensa,
o que atestava a possibilidade de sucesso.
E a
depender do resultado, a repercussão vai apontar para o agravamento da crise
política que tirou da presidente Dilma a condição de mandatária do País. O
volume da voz rouca das ruas pode ejetar de vez a petista da cadeira
presidencial, que ela ainda ocupa apenas formalmente.
Uma coisa é certa: independentemente do tanto de gente que esteja nas ruas neste domingo, a imensa maioria dos brasileiros quer a saída de Dilma do governo. Não só pelas agora fartas evidências de dinheiro do petrolão em sua campanha, mas porque ficou nu o cinismo, as mentiras, a incompetência e a corrupção que assola o país.
Uma coisa é certa: independentemente do tanto de gente que esteja nas ruas neste domingo, a imensa maioria dos brasileiros quer a saída de Dilma do governo. Não só pelas agora fartas evidências de dinheiro do petrolão em sua campanha, mas porque ficou nu o cinismo, as mentiras, a incompetência e a corrupção que assola o país.
A
pressão do povo nas ruas é legítima, muito embora os petistas digam que é
apenas um movimento de “coxinhas” tucanos. Os petistas sabem que não é assim.
Por isso eles têm medo. Por isso, tentaram num primeiro momento assustar os
brasileiros pacíficos que se dispõem a ir para as ruas, ameaçando colocar sua
milícia para o confronto, a título de manifestação a favor do governo e de
Lula.
Aliás,
Lula, neste momento, passou a ser mais um caso de polícia. Lula é um cadáver
político ambulante, que admitiu estar com medo da prisão. Não foi à toa que
ele, após prestar depoimento no Ministério Público de São Paulo, “subiu” no
palanque para mais uma vez esgrimir o argumento da luta de classes, do nós
contra eles, como se o fato de haver uma investigação sobre a mais tenebrosa
corrupção da história estivesse dividindo o Brasil.
O
Brasil não está dividido. Há milhões de pessoas que estão indignadas com a
crise que tira empregos, que encarece os produtos, que faz a classe média
regredir e os pobres se depauperarem mais. Há um tanto que mesmo sentindo os
efeitos da crise, não se importa em se manifestar. Há os desinformados. Há
muitos que não entendem bem o que está acontecendo.
E
há os que ganham com essa situação, uma nova classe política assentada em bons
empregos em cargos comissionados, militantes petistas, esses sim, têm medo de
perder o que ganharam nestes 13 anos. Esses não querem o povo nas ruas. Para
esses, os brasileiros que estarão hoje nas praças em cores verde e amarela são
apenas “coxinhas”.
“Não
renuncio”
Na antevéspera da manifestação gigante contra o governo e o PT em todo o Brasil, Dilma convocou a imprensa ao Palácio do Planalto (o que ela faz raramente) para afirmar: “Não tenho cara de quem vai renunciar. Resignação não é comigo, não”.
Na antevéspera da manifestação gigante contra o governo e o PT em todo o Brasil, Dilma convocou a imprensa ao Palácio do Planalto (o que ela faz raramente) para afirmar: “Não tenho cara de quem vai renunciar. Resignação não é comigo, não”.
A
presidente fazia referência a notícias de que estaria “apática” diante da
gravidade da crise política. Conforme reportagem de Veja, Dilma esteve firme e
demonstrou uma articulação rara a seus discursos — qualidades que, se vistas
mais vezes, talvez tivessem evitado que seu governo tivesse chegado tão perto
do abismo.
“Solicitar
minha renúncia é reconhecer que não há base para o impeachment, não há base
para qualquer ato contra minha pessoa. Tenho cara de quem está resignada? Tenho
gênio de quem está resignada? É impossível quem me conhece achar que, pela
minha trajetória, eu renuncie, eu me resigne diante de tamanho desrespeito à
lei. Não tenho essa atitude diante da vida. E é por isso que eu represento o
povo brasileiro, que também não é um povo resignado”, disse a petista.
Dilma
foi a Dilma de sempre quando reagiu com irritação ao ser questionada sobre uma
eventual renúncia: “Isso para mim é ofensa”. E desconversou sobre a nomeação do
ex-presidente Lula para um ministério de seu governo — não negou que a ideia
possa ser de fato levada adiante.
Essa
é outra loucura que alguns petistas estão engendrando: um cargo ministerial
para dar foro privilegiado a Lula. Dessa forma, o ex-presidente estaria livre
de ser julgado pelo juiz Sérgio Moro, que conduz os processos relativos à Lava
Jato em Curitiba.
Dilma tergiversou ao ser questionada se tomaria a medida. “Teria o maior orgulho de ter Lula como ministro. Ele daria uma imensa contribuição para qualquer governo”, afirmou.
Sabe-se que ela efetivamente ofereceu um cargo à escolha de Lula. Até o Ministério da Justiça!!!
Dilma tergiversou ao ser questionada se tomaria a medida. “Teria o maior orgulho de ter Lula como ministro. Ele daria uma imensa contribuição para qualquer governo”, afirmou.
Sabe-se que ela efetivamente ofereceu um cargo à escolha de Lula. Até o Ministério da Justiça!!!
A
presidente tratou também dos protestos convocados para este domingo. Segundo
ela, manifestações são um momento importante para o país e que, por isso, “não
devem ser manchadas por atos de violência”.
PMDB ajeita o pós-impeachment
O
PMDB percebeu que o impeachment ou renúncia de Dilma é questão de semanas. Na
quarta-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e outros senadores
peemedebistas estiveram reunidos com a cúpula do PSDB. Líder do PMDB, Eunício
Oliveira (CE) informou que os dois partidos vão “caminhar juntos” em busca de
“alternativas” para o país.
O
encontro ocorreu na casa do senador tucano Tasso Jereissati (CE), no mesmo dia
em que Renan e outros senadores do PMDB tomaram café da manhã com Lula da
Silva. Aqui, um detalhe: Renan contou aos colegas senadores o que teria ouvido
de Lula pela manhã: “Eu sei que posso ser preso a qualquer momento.”
Voltando
ao jantar, Eunício e Jereissati informaram que foram debatidos “diversos
cenários” para a crise política do governo Dilma Rousseff, entre os quais o
impeachment da petista. “Não podemos ficar paralisados vendo o país derreter. O
PMDB e o PSDB vão caminhar juntos em busca de solução para o país. Discutimos
todos os cenários possíveis: o impeachment, a cassação da chapa pelo TSE e até
a permanência dela [Dilma]”, falou Eunício.
O
líder do PMDB disse, ainda, que outros partidos serão procurados para aderir ao
movimento que discutirá os “cenários” possíveis para a crise. Perguntado se o
PT seria chamado a participar, o senador disse: “Se ele quiser participar…”.
Bem,
a alternativa a Dilma renunciada ou “impeachada” é o vice, Michel Temer assumir
a Presidência — pelo menos enquanto o processo que pede cassação da chapa
PT-PMDB no TSE não é julgado. Para isso, o PSDB é peça fundamental para a governabilidade.
O PMDB sabe que precisa dos tucanos no cenário pós-impeachment (ou
pós-renúncia).
Menos
mal para Dilma que peemedebistas que defendem o rompimento com o governo e a
cúpula do partido tenham acertado, na sexta-feira, acordo para adiar a definição
sobre o descolamento do Palácio do Planalto. O rompimento poderia se dar no dia
seguinte (sábado, 12), na convenção do partido. Ficou acertado que decisão em
relação ao governo petista ficará para uma reunião do diretório nacional, que
será convocado em no máximo 30 dias para deliberar sobre o assunto.
O adiamento é estratégico, porque permitirá que a decisão do
partido ocorra quando já estiver em curso a análise do impeachment de Dilma
Rousseff pela Câmara dos Deputados. O partido se concentraria na convenção
desse sábado em defender a unidade do partido e reeleger, por aclamação, o
vice-¬presidente da República, Michel Temer, para mais um mandato na
presidência da legenda.fonte jornalopção



Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.