Foram 17 mandados de busca e apreensão e 20 conduções coercitivas em
escritórios e endereços de investigados, em várias regiões do DF: Ceilândia,
Taguatinga, Samambaia, Santa Maria, Vicente Pires, Gama, Sobradinho, Riacho
Fundo, Águas Claras, Plano Piloto e Cidade Estrutural
Da redação do JAL
Nesta quinta-feira
(10), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Coordenação
de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes
(Corf/Dicot), deflagrou a Operação Hi-Fi.
De acordo com
informações da Polícia Civil do DF foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão
e 20 conduções coercitivas em escritórios e endereços de investigados, em
várias regiões do DF: Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Santa Maria, Vicente
Pires, Gama, Sobradinho, Riacho Fundo, Águas Claras, Plano Piloto e Cidade
Estrutural. <br><br>
Conforme apurado,
durante um ano de investigações, a partir de denúncias da Secretaria de Fazenda
do DF, ficou comprovado que foram criadas cerca de 30 empresas fantasmas do
ramo alimentício (cereais) e também de bebidas – por isso o nome da operação Hi
Fi (bebida alcoólica misturada com refrigerante de laranja) –, para fins de
sonegação de tributos que deveriam ser recolhidos aos cofres públicos. Porém as
empresas físicas contratavam os escritórios de contabilidade, envolvidos no
esquema fraudulento, para promover a sonegação fiscal.
Assim, as
investigações apontaram que essas empresas movimentaram, até o momento, em
notas fiscais, mais de R$ 650 milhões. No entanto, somente recolheram aos
cofres públicos pouco mais de R$ 34 mil. Assim, o total de sonegação fiscal,
estimado pelos auditores tributários, chega a R$ 100 milhões, um grande
prejuízo ao Erário. Com a operação
deflagrada, foram apreendidos vários documentos e computadores em escritórios e
empresas alvos da ação policial.
Além disso, contadores das empresas
investigadas foram conduzidos à Corf para prestar depoimentos. Caso sejam
comprovadas as denúncias, os envolvidos, tanto contadores, quanto os donos de
empresas, responderão pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento
falso.
“A partir das
apreensões realizadas e dos depoimentos colhidos, iremos definir a participação
de cada envolvido no esquema de sonegação fiscal”, disse o chefe da CORF, delegado Jeferson Lisboa.



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