Os números representam a
maior alta nos últimos 13 anos; preço de alimentos, combustíveis e energia
elétrica contribuíram para o aumento
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) constatou que
a inflação acumulada de 2015 chegou a 10,67%. A alta, segundo o IPCA, teria
sido motivada pela elevação nos preços dos produtos alimentícios, dos
combustíveis e da energia elétrica. Este resultado representa o maior aumento
nos últimos 13 anos (em 2002 chegou a 12,53%).
A inflação do ano passado chega a ser 4,16 pontos
percentuais superior ao teto da meta fixada pelo Banco Central para 2015, que
foi de 6,5% e 6,17 pontos percentuais acima do centro da meta: de 4,5%.
Os dados foram divulgados hoje (8), pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), juntamente com o resultado do
IPCA de dezembro.
Foi determinante para que a inflação fechasse acima dos dois
dígitos o impacto da energia elétrica, que no ano exerceu peso de 1,5 ponto
percentual. O peso dos combustíveis foi de 1,04 ponto. Juntos, os dois setores
representam 24% do índice do ano.
No grupo alimentação e bebidas, o de maior peso no IPCA
(25,1%), a alta foi de 12,03%, com aumento generalizado nos alimentos
adquiridos para consumo em casa. Vários produtos ficaram bem mais caros de 2014
para 2015 como a cebola, que subiu 60,61%; o tomate (47,45%); a batata-inglesa
(34,18%) e o feijão-carioca (30,38%) - produtos importantes na mesa do
consumidor.
Região
Os dados do IPCA divulgados pelo IBGE indicam que, entre as
11 regiões metropolitanas e os dois municípios que compõem a inflação oficial,
cinco fecharam 2015 com taxas acima da variação média global para o total do
país (10,67): Curitiba, a maior do país, com alta de 12,58%, resultado 1,91 ponto
percentual acima da média; Fortaleza (11,43%); Porto Alegre (11,22%); São Paulo
(11,11%); e Goiânia (11,1%). São Paulo é a região metropolitana que mais
influência exerce na taxa média global, com peso de 30,67% - cerca de 1/3 do
total. A menor inflação do país em 2015 foi registrada em Belo Horizonte,
cujo resultado de 9,22% é 1,45 ponto percentual abaixo da média. A região
exerce a terceira maior pressão sobre a taxa global, com peso de 10,86%. No Rio
de Janeiro, que tem o segundo menor peso na taxa global (12,06%), a alta foi de
10,52%; em Porto Alegre, 11,22% e em Brasília, 9,67%.




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