
da redação
De acordo com
dados do Ministério da Saúde (MS), Goiás é o segundo Estado em incidência de
dengue, perdendo apenas para o Acre. Segundo o MS, para cada 100 mil habitantes
em Goiás, existem 401 casos de dengue; no Acre, esse número sobe para 695. Até
março, em Goiás, afirma o MS, foram notificados 26.158 casos de dengue ante
21.628 do mesmo período de 2014, o que resultou em um aumento de 21%.
A situação é
séria, tanto que o Boletim Semanal de Dengue da Secretaria de Estado da Saúde
(SES), destaca que até o último dia 11, cinco pessoas morreram com vítima da
doença, e mais 13 mortes estão sendo investigadas para saber se a causa também
tenha sido o contagio da dengue. No ranking dos municípios que mais apresentam
casos de dengue no Estado, está em primeiro lugar a capital Goiânia, em segundo
a cidade de Aparecida de Goiânia, e em terceiro o município de Jataí. Os casos
mais encontrados no Estado é a dengue tipo 1 e 4.
Em meio a toda
essa situação alarmante, o município de Cocalzinho de Goiás, se destacou pelo
fato de ter recebido da própria SES, uma carta, cuja classificação “verde”,
indica que o município se encontra em situação de baixo risco epidêmico.
Segundo o prefeito do município, Alair Ribeiro, esta classificação indica que
em todo o Estado o município de Cocalzinho é o que se encontra com menor índice
de casos de dengue e de febre chikungunya. “Isso graças aos trabalhos
realizados pela secretaria de saúde em parceria com os agentes e a colaboração
da população”, destacou o prefeito.
Outro fator que
contribui para a diminuição dos casos, explica o prefeito, foram os “mutirões”
de limpeza que frequentemente são formados na cidade para que lotes e casas
sejam vistoriados e se possível limpados. Na visão do prefeito, somente a união
pode conseguir erradicar uma doença tropical do nível da dengue. “Juntos
venceremos o mosquito transmissor da doença, fazendo com que nosso município
seja exemplo para o Estado de Goiás”, afirmou.
Chikungunya
Segundo a SES, o
primeiro caso da febre chikungunya no Estado foi detectado em Goiânia, no mês
de julho do ano passado. A partir de então, mais 28 casos foram detectados,
sendo 17 em 2014 e 11 até o momento. Ainda de acordo com a SES, todos são casos
“importados”, ou seja, as pessoas vieram para o Estado contaminadas pela
doença. “Onze casos foram descartados por laboratório, dois tiveram resultado
inconclusivo e doze permanecem em investigação. Nenhum caso autóctone foi
identificado no município até a presente data. Todos os casos confirmados
evoluíram com cura”, informa a SES.



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