Marconi Perillo e Gilberto Kassab: o ministro de Dilma Rousseff está de olho no passe político do governador de Goiás / Fernando Leite/Jornal Opção
Kassab pode convocar Marconi Perillo para disputar a Presidência
da República pelo PSD?O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, estará em
Goiânia na segunda-feira, 2, às 10 horas, para prestigiar a posse do
ex-deputado federal Vilmar Rocha na Secretaria de Cidades do governo de Goiás.
Chega acompanhando de todos os seus principais auxiliares no governo de Dilma
Rousseff.
Kassab, presidente nacional do PSD, percebe Vilmar,
presidente do PSD em Goiás, como um de seus principais interlocutores no País.
O paulista vê o goiano como uma das vozes autorizadas e competentes do partido.
Numa conversa com dois aliados goianos, Kassab sublinhou que
o registro do PL deve sair no primeiro semestre deste ano. A cúpula do partido,
que já reuniu 420 mil assinaturas — são necessárias pelo menos 500 mil —,
protocola o pedido de registro, na Justiça Eleitoral, na primeira semana de
março.
O kassabismo avalia que o PL vai nascer “falando grosso”,
com forte “embocadura” política. Acredita-se que o partido atrairá, de
imediato, 25 deputados federais, três senadores e de dois a três governadores.
Kassab não afirma que o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, está na
lista dos que se filiarão ao PL. Mas, pelo menos para dois goianos, o
ex-prefeito de São Paulo — que aposta numa fusão futura entre PSD e PL, o que
criaria uma bancada poderosa de deputados federais, similar à do PMDB e do PT
—, Kassab sugeriu, talvez insinuou, que gostaria de ter o governador Marconi
Perillo como candidato do PSD a presidente da República, em 2018. Recentemente,
Kassab e o tucano-chefe almoçaram e conversaram durante três horas sobre
política e gestão pública. O paulista avalia que o goiano, por ser um político
arrojado, jovem e com fama de gestor criativo, pode ser o candidato que o
eleitor de 2018, possivelmente tentando escapar da política tradicional, quer
bancar para presidente.
A missão principal de Kassab no governo da presidente Dilma
Rousseff é administrativa, pois comanda uma pasta pesada, que estende suas
ações por todo o País. Mas o líder do PSD tem uma segunda missão, e tão
importante quanto a primeira: articular apoio político para a petista-chefe —
tanto de seu partido quanto de partidos aliados. Não só. Dilma Rousseff
acompanha, com olhos de lince, a formatação de outro partido grande, pois,
embora não tenha condições de se libertar do PMDB de Michel Temer, vice-presidente,
e do deputado federal Eduardo Cunha, poderia se tornar menos dependente do
peemedebismo de resultados.
A prova de que o PL está nascendo forte é que a revista
“Piauí” — espécie de “New Yorker” dos trópicos —, dirigida à elite cultural do
País, mandou uma repórter para Goiânia, Carol Pires, com o objetivo de
entrevistar Cleovan Siqueira, presidente nacional da nova legenda, e mostrar
como se organiza um partido político no Brasil.
Fonte:Jornal Opção


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