Dinheiro será usado para complementar a folha de pagamento
do mês de março e sanar duas parcelas dos vencimentos atrasados dos servidores
da saúde e da educação
Da Agência Brasília
O projeto de lei autorizando o remanejamento de R$ 180
milhões de cerca de 30 fundos distritais da administração direta foi aprovado,
por unanimidade, na Câmara Legislativa, na tarde desta sexta-feira (27). Os 22
deputados presentes na sessão extraordinária votaram a favor da proposta. O
dinheiro será usado para complementar a folha de pagamento do mês de março e o
restante empenhado na quitação de duas parcelas dos vencimentos atrasados de
2014 dos servidores da saúde e da educação, antecipando de junho para abril a
liquidação dos passivos com as categorias. O anúncio foi determinante para o
fim da paralisação dos professores.
Os parlamentares elaboraram um substitutivo excluindo do
remanejamento o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente. Ainda definiram
que o Poder Executivo só pode movimentar os recursos até 31 de dezembro deste
ano. Se a medida não passasse pelo crivo dos deputados, o governo encontraria
dificuldades para depositar as remunerações dos servidores. Levantamento
apontou que, devido à frustração na receita da ordem de R$ 50 milhões até o
último dia 24, o déficit em 6 de março — último dia para o depósito dos
vencimentos — seria de R$ 83 milhões.
Outras fontes de receitas, como a arrecadação do Imposto
sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o mutirão de execução
fiscal — que ocorrerá de 18 a 23 deste mês —, também servirão para amenizar a
crítica situação financeira do caixa do governo do Distrito Federal.
O líder do governo na Câmara, deputado Raimundo Ribeiro
(PSDB), explicou que a movimentação pelo Executivo dos recursos dos fundos na
conta do Tesouro do DF não significa beneficiar uma área em detrimento à outra.
"Projetos em execução não sofrem alteração. É preciso explicar que são
recursos a serem repostos em dezembro. Isso é uma obrigação legal",
afirmou. "Infelizmente, vivemos uma situação atípica e que exige uma
solução emergencial."
O governo também encaminhou dois outros projetos de lei para
a Câmara, mas os parlamentares optaram por votar na semana que vem. O primeiro
trata do refinanciamento de dívidas e o outro de ajustes na Lei Orçamentária.
Veja o documento protocolado pelo Executivo na Câmara
Legislativa.



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