Promotor acusou os réus de terem armado uma “cilada” para
eliminar a vítim
Da redação
Sob a presidência da juíza Claudia Silvia de Andrade Freitas
foi apreciado em plenário, nesta quarta-feira
(30) o processo em que os dois irmãos acusados de assassinarem um pastor
evangélico foram julgados. William Ribeiro de Queiroz, 22 anos, recebeu a
condenação de 12 anos e seis meses de reclusão e Wilson Ribeiro de Queiroz 24
anos, teve a Sentença de 13 anos de prisão, em regime fechado.
Os réus foram condenados sob a acusação de haverem praticado
o crime de homicídio qualificado, por motivo fútil, mediante o emprego de
recursos que dificultaram a defesa da vítima, no dia 14 de março de 2013. O
crime aconteceu nas proximidades da Fazenda Camargo, em Águas Lindas de Goiás.
De acordo com os
depoimentos, um dos acusados, com residência no município, mantinha um caso
amoroso com a vítima.
Durante a sessão, atuou na acusação o representante do
Ministério Público, Promotor de Justiça Fernando Centeno Dutra e na defesa os
advogados Tomaz Cândido da Silva e Manoel da Cruz da Silva.
Em seu depoimento os jovens mantiveram a versão de que o
pastor estaria ameaçando o amante porque queria morar com ele no Distrito
Federal e abandonar a família em São Paulo onde residia e tinha dois filhos. O
rapaz que mantinha o caso com o pastor, convidou o irmão para “darem um susto”
no amante e fazê-lo desistir da empreitada.
No dia do crime os dois irmãos se encontraram com o pastor e
seguiram por uma estrada na zona rural, Alejandro dirigia o carro ao lado do
amante, enquanto o irmão dele estava no banco de trás. No local do crime, após discussão, o irmão do
amante do pastor que portava uma faca teria entrado em luta corporal com a
vítima e lhes desferido golpes fatais.
Na polícia o jovem de
24 anos teria confessado que deu uma facada na vítima, que ainda conseguiu
caminhar por alguns metros até cair. Depois teria se aproximado desferindo mais
duas facadas. Tentaram evadir-se do
local no carro do pastor, mas o veículo caiu em um buraco, eles então fugiram a
pé.
Durante os trabalhos de julgamento o promotor de justiça
requereu a condenação dos acusados nos limites da Pronúncia, bem como pugnou
pelo reconhecimento da causa de diminuição de pena de participação de menor
importância ao acusado Wilson Ribeiro. “Eles levaram a vítima para uma cilada”,
pontuou o Promotor.
A defesa do acusado Wilson sustentou a tese de negativa de
autoria, requerendo também a absolvição de seu cliente.
Já o advogado de
William sustentou a tese de legítima defesa e também pelo reconhecimento da
atenuante por confissão.
INVESTIGAÇÕES
Após o crime a Polícia Civil procedeu nas investigações
chegando aos acusados ao quebrar o sigilo telefônico do pastor. “A gente
rastreou os contatos que ele teve. Ficamos sabendo que ele tinha mantido
contato com uma pessoa dessa região e, a partir daí, a gente começou esse
trabalho como forma de chegar aos autores”, declarou à época o delegado
Fernando Gama, responsável pelo caso.
O corpo do pastor foi encontrado cinco dias após o crime por
um caseiro da região. O carro ainda estava no local e em seu interior os
objetos pessoais da vítima.
Os dois acusados mantiveram as declarações de que após o
crime um deles teria permanecido na cidade e o outro irmão teria ido para
Planaltina de Goiás, onde morava.
Declarações de familiares do pastor disseram que ele teria
saído de Jundiaí, São Paulo, “com destino ao Rio de Janeiro. Mas, o GPS do
carro, constava como destino a cidade de Taguatinga-DF.


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