Em entrevista ao Jornal Opção Online nesta segunda-feira (11/8), a delegada titular da Deam da região Central, Ana Elisa Gomes Martins, afirmou que a forma de agir do suspeito nos 16 casos registrados era semelhante. “Dennes entrava armado em algum estabelecimento comercial, onde geralmente ficam apenas mulheres, abordava as vítimas e as levavam para um banheiro para praticar o crime e fugia logo em seguida em uma motocicleta escura.”
Foi por meio do veículo utilizado na fuga que a polícia chegou até Dennes Rafael. A delegada Ana Elisa conseguiu informações da placa da motocicleta e descobriu que no dia 21 de julho o veículo havia sido multado. “Depois disso, solicitei a imagem do sensor fotográfico do radar junto a Secretária Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMT) e constatei que no dia da multa o suspeito usava a mesma camiseta que usou em um dos estupros”, disse.
A partir dessas informações a polícia descobriu que a camiseta era o uniforme da empresa onde ele trabalhava como vidraceiro. De acordo com Ana Elisa, o suspeito cometia os crimes antes ou depois do expediente. Em alguns casos o suspeito contou com ajuda de Daniel Lourenço Fernandes, de 37 anos, que emprestava a motocicleta e a arma usada nos crimes. Em compensação recebia parte do dinheiro dos roubos cometidos por Dennes Rafael.
Delegada Ana Elisa em conversa com a impressa apresenta foto de suspeito foragido
Delegada Ana Elisa em conversa com a impressa apresenta foto de suspeito foragido
“Daniel Lourenço, que está foragido, já cumpriu pena em Trindade pelo crime de estupro. Os dois suspeitos se conheceram no presídio e a partir daí surgiu uma amizade criminosa”, revelou a delegada Ana Elisa.
Entre as 16 vítimas, uma é menor de idade, o que configura estupro de vulnerável. A legislação brasileira considera o estupro um crime hediondo. Atualmente a pena pode chegar a 10 anos de reclusão para cada caso, aumentando para 20 anos se a vítima for menor de idade e 30 anos se a conduta resultar em morte. Com a divulgação, dos suspeitos a polícia acredita que mais vítimas possam comparecer às delegacias fonte.jornalopção


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