postado por valdivino de oliveira
TJ negou prisões temporárias de ex-governador e de
empresário do ramo.
Operação investiga suposto esquema de corrupção em liberação de alvarás.
Operação investiga suposto esquema de corrupção em liberação de alvarás.
Do G1 DF
O Ministério Público do Distrito Federalinformou nesta sexta-feira (8) que pediu a prisão
do ex-governador e empresário Paulo Octavio antes da deflagração da Operação
Átrio, que investiga esquema de corrupção de agentes públicos para a concessão
de alvarás de empreendimentos imobiliários no DF.
A solicitação foi negada pelo Tribunal de Justiça.
O MP não informou a data do pedido. Paulo Octavio nega envolvimento com
irregularidades.
“[O ex-governador é] suspeito de envolvimento
nesses crimes que estão sendo apurados de concessão irregular de alvará junto
às administrações de Taguatinga e Águas Claras", disse o delegado-chefe da
Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), Fábio Souza.
Ele informou que o pedido do MP de prisão
temporária para o empresário foi feito depois de análise do inquérito sobre o
susposto esquema elaborado pela Polícia Civil. A investigação, iniciada em
2011, resultou na prisão temporária do então administrador de Águas
Claras, Carlos Sidney de Oliveira, na manhã desta quinta (7).
A polícia também pediu a prisão do então administrador de Taguatinga, Carlos Alberto Jales, que encontrava-se internado sob escolta policial no hospital particular Santa Marta na manhã desta sexta-feira (8). Ele foi considerado foragido pela corporação na data da operação da Deco.
A polícia também pediu a prisão do então administrador de Taguatinga, Carlos Alberto Jales, que encontrava-se internado sob escolta policial no hospital particular Santa Marta na manhã desta sexta-feira (8). Ele foi considerado foragido pela corporação na data da operação da Deco.
Segundo Souza, o Tribunal de Justiça e a Polícia
Civil não pediram a prisão temporária do ex-governador por não acreditar que
ele atrapalharia as investigações. "O juiz entendeu da forma como a
Polícia Civil", disse.
Em entrevista no escritório do advogado dele, Paulo
Octavio afirmou que foi interrogado pela polícia como testemunha sobre
liberação de alvarás.
“Nossa empresa nunca foi procurada por nenhum
administrador, pedindo qualquer tipo de ajuda. Há outras empresas também
citadas. Acho importante ajudar a polícia nessa investigação”, falou.
O delegado Fábio Souza informou que a corporação
também pediu à Justiça a prisão do empresário Luiz Bezerra de Oliveira, dono da
LB Valor. O pedido também foi negado pelo TJ.
"Em relação ao Luiz Bezerra, como tínhamos
indícios muito fortes de sua participação criminosa, também foi representado
pela prisão contra ele. [A solicitação] não foi deferida porque a Justiça
entendeu que nessa fase que estamos da investigação, os únicos que iriam
atrapalhar na produção das provas seriam os administradores."
O G1 entrou em contato com a LB Valor, que informou que não vai se manifestar sobre o assunto.
O G1 entrou em contato com a LB Valor, que informou que não vai se manifestar sobre o assunto.
Oliveira é proprietário de dois prédios comerciais
investigados, o Le Boulevard e o Kimberley Plain, em Taguatinga. O empresário também foi ouvido nesta quinta-feira pela polícia.
"A prisão temporária tem a finalidade de ser
uma ferramenta, um instrumento para essa coleta de provas e evidências",
disse o delegado. "Os argumentos que nós utilizamos foi que os
administradores poderiam impedir essa coleta, e foi nesse sentido que a Justiça
decretou a prisão para esses dois administradores."
Operação
Chamada de “Operação Átrio”, a ação foi realizada pela Deco em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do DF.
Chamada de “Operação Átrio”, a ação foi realizada pela Deco em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do DF.
O ex-administrador de Taguatinga, Carlos Alberto
Jales, que estava sendo procurado por suspeita de participação no esquema, está
internado desde as 0h22 no hospital particular Santa Marta, na mesma região
administrativa.
Segundo a polícia, assim que tiver alta ele será
encaminhado para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE).
Jales foi exonerado nesta quinta.
Jales e o também ex-administrador de Águas Claras Carlos
Sidney de Oliveira são suspeitos de liderar o esquema. Oliveira foi preso na
manhã de quinta. Na casa dele, a polícia encontrou R$ 50 mil em dinheiro.
A corporação chamou 12 pessoas, entre elas
empresários do setor de construção civil e servidores, para prestar
esclarecimentos. A polícia apura se eles "fomentaram a corrupção ou foram
extorquidos". Segundo o delegado, os administradores envolvidos
solicitavam vantagens de vários tipos, inclusive financeira.
A polícia disse que o grupo atuava para permitir a
construção de imóveis que violavam as normas urbanísticas. Um dos exemplos é o
shopping JK, entre Taguatinga e Ceilândia. O empreendimento é de Paulo Octavio,
de acordo com a corporação.
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou a
partir de ações de servidores do escalão mais baixo das administrações.
"Num determinado momento, a gente começou a perceber que não eram fraudes
ou manipulações feitas por servidores dos escalões mais baixos, mas eram feitos
atendendo a comandos que vinham da cúpula da administração", disse.



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