Operação Ararath aponta desvios no valor de R$ 126 milhões.
Ex-secretário da Casa Civil é suspeito de lavagem de dinheiro e sonegação
postado por valdivino de oliveira
Da redação com informações Assessoria de imprensa da PF
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (20) a
quinta fase da Operação Ararath nos Estados de Goiás, Mato Grosso e São Paulo,
além do Distrito Federal. Pela manhã, agentes federais prenderam o deputado
estadual José Geraldo Riva (PSD) e Eder Moraes, ex-secretário da Casa Civil.
Riva e Moraes foram levados à sede da Polícia Federal em Mato Grosso e deverão
ser encaminhados ainda nesta terça para Brasília. Riva responde a cerca de cem
processos judiciais. A operação investiga crimes contra o sistema financeiro e
lavagem de dinheiro que teriam sido cometidos por um grupo criminoso. A PF
investiga, sobretudo, empresas de crédito que agiam em Mato Grosso.
A operação fez buscas no gabinete e na casa do governador
Silval Barbosa (PMDB), que não é formalmente investigado. Outras diligências
estão sendo feitas na casa de Moraes, suspeito de lavagem de dinheiro e
sonegação de impostos. A prefeitura de Cuiabá também não escapou das buscas. Um
mandado foi cumprido no gabinete do prefeito Mauro Mendes, presidente regional
do PSB. O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o ex-deputado
Sérgio Ricardo, também é apontado como envolvido.
Na fase anterior, deflagrada em fevereiro, policiais
apreenderam 126 milhões de reais em notas promissórias e cheques.
Segundo a PF, o grupo criminoso é investigado desde novembro
e possuía intensa movimentação financeira por intermédio de recursos de
terceiros e empréstimos, com atuação análoga a de uma verdadeira instituição
financeira. Segundo as investigações, o fluxo de altos valores vai além do uso
das empresas de factoring, com a utilização de outras pessoas jurídicas, entre
as quais, empresas de fachada.
A pena para o crime de operação ilegal de instituição (art.
16 da Lei 7492/86) é de um a quatro anos de reclusão e multa. Já para o crime
de lavagem de dinheiro, a pena varia entre três e dez anos de reclusão e multa.



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