postado por valdivino de oliveira
O réu: “Fui atentado pelo capeta”
Foto: Hernany César/TJGO

Ao fundo, advogados de defesa. À esquerda, juiz Jesseir Coelho; à direita, réu Wilson Bicudo
Com a voz de uma pessoa humilde, vestido de calça jeans, camiseta listrada e sapatênis, o homem que perfurou os olhos de Mara Rúbia entrou na tribuna para dar seu depoimento dizendo como é difícil para uma criança viver sem pai ou mãe, e por isso sua insistência para reatar com sua ex-esposa. “Não queria que meu filho sofresse”, disse. Wilson ainda sustenta que Mara era uma mãe ruim, e que nunca bateu nela antes do dia 29 de agosto. “Se eu batesse nela desse tanto, ela deveia ter denunciado. Por que não denunciou antes?”
O depoimento do homem foi repleto de manifestações do público, com risos irônicos de quem não acreditava em uma palavra que estava sendo dita, até que o juiz Jesseir interviu. “Se não fizerem silêncio, vou pedir para esvaziar essa tribuna”, disse. Wilson, questionado pelo juiz sobre o depoimento de Mara Rúbia, dizendo que ele teria dito que “toda mulher merece uma taquinha”, desmentiu. “Ela está fazendo isso para me prejudicar, para aparecer”, disse.
Sobre ele também ter supostamente dito, no dia da última agressão, que estava na casa da mulher para matá-la, também seria mentira, de acordo com Wilson. “Eu fui andando com ela até em casa. Ela me chamou para entrar e a discussão começou”. Segundo Bicudo, foi aí que Mara chamou-o de "pé-rapado" e cuspiu em sua cara, sendo que em seguida ele a empurrou na cama e a agressão começou. “Fiquei cego de fúria. Ela era meu amor, minha vida”, disse, sendo em seguida perguntado pelo juiz: “O senhor ficou cego e quis que ela ficasse também?”, questionou sarcasticamente. Bicudo ainda disse que "foi atentado pelo capeta". "Perdi a noção."
Bicudo afirmou que não é o monstro que estão dizendo que ele é, e afirmou não ter amarrado Mara Rúbia com firmeza justamente para ela se soltar. “Só amarrei ela para pedir ajuda”, disse arrancando risadas dos presentes. A teoria de Bicudo é que ele a amarraou para que ela não pedisse ajuda enquanto ele estava lá, com medo de surtir alguma reação popular. “Eu tinha certeza que ela não estava morta”, disse.
Sobre o fato de testemunhas dizerem que ele teria saído do local do crime, ligado para o irmão de Mara e dito “Vai lá socorrer a vadia da sua irmã que eu matei ela”, Bicudo retrucou: “Como ia socorrer alguém que está morto?” Ainda de acordo com o homem, Mara Rúbia não teve os olhos perfurados, mas somente machucados. “Olho furado murcha. Se eu tivesse furado o olho dela, do jeito que falam, tava murcho”, disse.
Darlene Liberato, advogada de acusação que sempre acompanha Mara Rúbia, perguntou ao réu sobre sua ex-mulher, Simone, com quem supostamente tem um filho. O homem foi perguntado do porquê a mulher nunca deixou-o ver o filho, e ele respondeu: “Estamos aqui para falar do caso da Mara Rúbia ou de todos os outros que eu tive?", mas foi interrompido por Jesseir, tendo respondido à pergunta dizendo que não sabia se tinha mesmo filho já que a mulher saiu para outra cidade ainda grávida.
Wilson, que se diz arrependido, entrou em contradição durante alguns questionamentos da acusação. Nesses momentos, houve atritos entre acusação de defesa, que disseram ao homem que ele tem o direito de ficar calado, e que assim deveria fazer. Bicudo, no entanto, ainda respondeu a algumas perguntas, mesmo após as advertência de seus advogados. E o público continuou ouvindo, segurando a indignação, a fim de não serem expulsos da tribuna, como ameaçou o juiz.
O depoimento do homem foi repleto de manifestações do público, com risos irônicos de quem não acreditava em uma palavra que estava sendo dita, até que o juiz Jesseir interviu. “Se não fizerem silêncio, vou pedir para esvaziar essa tribuna”, disse. Wilson, questionado pelo juiz sobre o depoimento de Mara Rúbia, dizendo que ele teria dito que “toda mulher merece uma taquinha”, desmentiu. “Ela está fazendo isso para me prejudicar, para aparecer”, disse.
Sobre ele também ter supostamente dito, no dia da última agressão, que estava na casa da mulher para matá-la, também seria mentira, de acordo com Wilson. “Eu fui andando com ela até em casa. Ela me chamou para entrar e a discussão começou”. Segundo Bicudo, foi aí que Mara chamou-o de "pé-rapado" e cuspiu em sua cara, sendo que em seguida ele a empurrou na cama e a agressão começou. “Fiquei cego de fúria. Ela era meu amor, minha vida”, disse, sendo em seguida perguntado pelo juiz: “O senhor ficou cego e quis que ela ficasse também?”, questionou sarcasticamente. Bicudo ainda disse que "foi atentado pelo capeta". "Perdi a noção."
Bicudo afirmou que não é o monstro que estão dizendo que ele é, e afirmou não ter amarrado Mara Rúbia com firmeza justamente para ela se soltar. “Só amarrei ela para pedir ajuda”, disse arrancando risadas dos presentes. A teoria de Bicudo é que ele a amarraou para que ela não pedisse ajuda enquanto ele estava lá, com medo de surtir alguma reação popular. “Eu tinha certeza que ela não estava morta”, disse.
Sobre o fato de testemunhas dizerem que ele teria saído do local do crime, ligado para o irmão de Mara e dito “Vai lá socorrer a vadia da sua irmã que eu matei ela”, Bicudo retrucou: “Como ia socorrer alguém que está morto?” Ainda de acordo com o homem, Mara Rúbia não teve os olhos perfurados, mas somente machucados. “Olho furado murcha. Se eu tivesse furado o olho dela, do jeito que falam, tava murcho”, disse.
Darlene Liberato, advogada de acusação que sempre acompanha Mara Rúbia, perguntou ao réu sobre sua ex-mulher, Simone, com quem supostamente tem um filho. O homem foi perguntado do porquê a mulher nunca deixou-o ver o filho, e ele respondeu: “Estamos aqui para falar do caso da Mara Rúbia ou de todos os outros que eu tive?", mas foi interrompido por Jesseir, tendo respondido à pergunta dizendo que não sabia se tinha mesmo filho já que a mulher saiu para outra cidade ainda grávida.
Wilson, que se diz arrependido, entrou em contradição durante alguns questionamentos da acusação. Nesses momentos, houve atritos entre acusação de defesa, que disseram ao homem que ele tem o direito de ficar calado, e que assim deveria fazer. Bicudo, no entanto, ainda respondeu a algumas perguntas, mesmo após as advertência de seus advogados. E o público continuou ouvindo, segurando a indignação, a fim de não serem expulsos da tribuna, como ameaçou o juiz.


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