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Marconi Perillo conseguirá se reinventar a tempo de vencer as eleições?


A figura do tucano que quer chegar à frente do Executivo estadual pela quarta vez tem sofrido algumas mudanças pontuais ao longo dos anos. Há quem diga que isso é capacidade de se reinventar
Fotos: Reprodução / Fernando Leite/Jornal Opção
Governador Marconi Perillo em dois momentos, em 1998 e em 2014: as mudanças vão além do aspecto físico?
Marcos Nunes Carreiro
Os processos eleitorais majoritários em Goiás têm sido bastante se­melhantes entre si nas últimas duas décadas. A última quebra no parâmetro aconteceu em 1998, quando o PSDB de Marconi Perillo ascendeu ao poder, quebrando a hegemonia do PMDB de Iris Rezende e Maguito Vilela. Desde então, as disputas têm sido praticamente as mesmas e com resultados também muito semelhantes: Marconi venceu Iris em 1998, Maguito em 2002 e Iris novamente em 2010.

E neste ano de 2014 a disputa parece caminhar para o que deverá ser considerado o último embate deste ciclo, uma vez que –– se for candidato –– deverá ser o derradeiro encontro entre Marconi e Iris nas urnas pelo governo de Goiás. Isso é certo. Se ganhar, Marconi será eleito para seu quarto mandato, o que o inviabilizará para uma nova disputa. Se vencer, ele será o único governador a ocupar o Palácio das Esmeraldas por 16 anos, o que o torna praticamente hegemônico no cargo. Algo não muito interessante do ponto de vista democrático. Mas, se lá chegar democraticamente, não há o que se questionar.

As grandes questões são: como Marconi pode chegar a uma quarta disputa com reais condições de vencer? E o desejo de mudança exposto pela população, onde fica? Não está o projeto do “Tempo Novo” esgotado? Essas são algumas das perguntas a serem respondidas e que tornam o processo eleitoral de 2014 tão interessante.

E para entender esse contexto é preciso, primeiro, relembrar um pouco da trajetória de Marconi, partindo do pressuposto de que ele é capaz de se reinventar como figura política. Comecemos por suas origens políticas: Marconi veio dos movimentos de base da juventude peemedebista e chegou a ser presidente do PMDB Jovem em duas oportunidades, no período pós “Diretas Já”. Também foi presidente do Conselho de Políticas Públicas para a Juventude, criado pelo então governador Henrique Santillo, de quem foi assessor pessoal e aprendiz.

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