Projeto apresentado pelo senador estabelece limite para a adoção do horário de verão no Brasil para minimizar os transtornos causados aos estudantes
Para Gim Argello, as crianças e adolescentes talvez sejam os mais prejudicados pelo adiantamento dos ponteiros
Em maior ou menor escala, o horário de verão mexe com o relógio biológico de todo mundo. Mas segundo o senador Gim Argello (PTB-DF), as crianças e adolescentes talvez sejam os mais prejudicados pelo adiantamento dos ponteiros para aproveitar melhor as horas de sol.
“Como o ano letivo começa, em regra, na primeira semana de fevereiro, durante cerca de três ou quatro semanas – até que se encerre a hora de verão – eles têm que acordar uma hora mais cedo, comprometendo significativamente o rendimento escolar”, explica o senador.
Para minimizar os transtornos causados aos estudantes, Gim apresentou nesta semana um projeto que estabelece limite para a adoção do horário de verão no Brasil, de modo a não invadir o período historicamente adotado pelo sistema educacional para o início do ano letivo.
De acordo com o projeto, os ponteiros poderão ser adiantados a partir do primeiro domingo de outubro, retornando obrigatoriamente a sua posição natural até o último domingo de janeiro. Caberá ao Poder Executivo definir, anualmente, a necessidade de adoção da hora de verão e os estados em que será implementada.
“A adoção da hora de verão, apesar de importante para o país, não pode ignorar esses transtornos à comunidade estudantil. É uma limitação bastante razoável, do interesse da sociedade, e que não afeta significativamente os benefícios alcançados pela implantação da hora de verão”, justificou Gim. O projeto agora deverá ser encaminhado para análise nas Comissões.
O horário de verão termina neste domingo (16) – 12 dias depois do início das aulas na rede pública do DF. A expectativa do senador é de que até o mês de outubro, a nova lei já esteja em vigor.


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