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PF atua com apenas 30% do efetivo com paralisação de agentes em três cidades goianas


Além da capital, Jataí e Anápolis estão com investigações paradas. Falta de investimentos e defasagem de servidores são as principais reclamações dos policiais
Reprodução/Facebook/Sinpefgo
Melhoria salarial, regulamentação da carreira, benefícios extra-salariais e o aumento do efetivo policial estão entre as reivindicações dos federais
Marcello Dantas
Após quatro dias do movimento denominado algemaço, os policiais federais que atuam em Goiânia, Anápolis e Jataí realizam desde as 9h desta terça-feira (11/2) uma manifestação em frente à Superintendência Regional da Polícia Federal em Goiás, no Setor Bela Vista, em frente ao Parque Areião. Chamado de “PF na UTI”, o protesto exige melhores condições de trabalho dos servidores e a autonomia dos policiais nas investigações. Com o indicativo de greve, apenas 30% do efetivo, como é exigido em lei, está trabalhando. O nome do protesto faz referência ao estado em que a corporação supostamente se encontra, na Unidade de Terapia Intensiva.
Com bonecos, faixas e cartazes, os agentes federais reclamam do controle feito pelo governo federal em relação às investigações contra, principalmente, os crimes de colarinho branco. As movimentações duram até o final da tarde. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Federais em Goiás (SINPEFGO), Adair Ferreira dos Santos, a suposta intervenção nas apurações refletiu na queda no número dos indiciamentos. “Em casos de atos de corrupção, os agentes são obrigados a preencher formulários, informando quem são as figuras públicas alvos dos trabalhos”, alerta. Para ele, o sucateamento da corporação por parte do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) está sendo feito de forma proposital.
Outras desvantagens denunciadas são a “carreira trampolim”, em que novos servidores entram para a corporação com o objetivo de alcançar postos mais bem remunerados, causando instabilidade no quadro. Além disso, a intervenção estaria desmotivando os trabalhadores, motivando a aposentadoria precoce.
A defasagem no número de papiloscopistas também é denunciada pelos policiais. Na capital, em Aparecida de Goiânia, Jataí e Anápolis estão lotados 182 agentes. “Para fazer um trabalho no mínimo decente, precisaríamos de, pelo menos, 200 novos policiais.” Os salários e os planos de carreira congelados há 7 anos, destaca Adair dos Santos, são outros pontos das reclamações.
Paralisação dos serviços
Com o protesto que está sendo feito em Goiânia, ligado ao movimento nacional, os serviços de investigação foram paralisados em sua totalidade, segundo informou o presidente do SINPEFGO, Adair dos Santos. No entanto, operações como a retirada de passaportes e outros serviços de fiscalização estão mantidos parcialmente.
Calendário
O movimento dos policiais federais que acontece em todo o Brasil tem um calendário de atos semelhantes para todo o mês de fevereiro. Até o momento, conforme Adair dos Santos, o governo federal não apresentou nenhuma proposta para as demandas.
Os protestos, ressaltou o presidente, são um forte indicativo de que os policiais podem deflagrar uma greve geral a qualquer momento. 

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