postado por valdivino de oliveira
Segundo informações da Polícia Militar, um dos comandantes da organização é pai de líder do PCC do Tocantins, Ralfer Soares, que encontra-se preso em Palmas
Sarah Teófilo
A Operação Avalanche, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) nesta terça-feira (18/2), surpreendeu membros de uma organização criminosa que comandavam o tráfico de drogas na região Noroeste do Estado, agindo principalmente em Campos Belos e Formosa. Um dos líderes da organização é Donizete Soares da Silva, preso no Complexo Prisional Odenir Guimarães, de Aparecida de Goiânia. Conhecido como "Veio", ele é pai do líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) no em Tocantins, Ralfer Soares, conhecido como Ratão, que está preso em Palmas desde agosto do ano passado. Donizete, juntamente com seu colega de cela, José Vieira, arquitetavam todas as ações do grupo por telefone.
As informações são do capitão da 42ª Companhia Independente de Campos Belos, Leandro Ferreira Carvalho, que concedeu entrevista ao Jornal Opção Online. Ele comandou a operação em Campos Belos, uma das cidades em que o grupo tinha grande expressividade. Até o momento, 16 pessoas foram presas, cinco foram conduzidas coercitivamente (quando são levadas para prestar depoimento e liberadas em seguida) e foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão.
Capitão Carvalho afirmou que a organização também tinha expressividade no Tocantins. “Acho que pelo fato do filho de Donizete estar em Palmas, eles também desbravavam aqueles territórios." De acordo com o capitão, a quadrilha também fazia entregas em Palmas, Porto Nacional e Natividade, do Tocantins. O policial militar ainda afirmou que Donizete possuía duas chácaras em Campos Belos, onde era o centro de distribuição. “Após ser preso, continuou arquitetando tudo por meio de um celular de dentro da prisão.”
Ainda conforme o capitão, uma das pessoas que fazia a distribuição das drogas chama-se Simone Saraiva, de Formosa. “Ela já foi candidata à vereadora e é agente da dengue na cidade.” Leandro sustenta que ela vinha principalmente à Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo pegar a mercadoria e levar para as cidades do interior, seguindo também para o Tocantins. “Às vezes ela usava até criança para transportar a droga. A distribuição se dava por ônibus, carro particular ou locado.”
O major Moura, do 16º Batalhão de Formosa, disse ao Jornal Opção Online não poder confirmar a informação de que ela usava criança para transportar a droga. “O que eu posso dizer é que uma criança estava em sua casa quando ela foi presa; creio que seja neta dela. O conselho tutelar já foi acionado.” Na casa de Simone foi encontrada uma pequena quantidade de maconha, cocaína e crack. Segundo o major, a irmã de Simone, Sandra, também foi presa, juntamente de outras duas mulheres.
Desde o início da apuração, vários crimes foram constatados, tais como o tráfico e associação para o tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que em Campos Belos a organização contava com pelo menos seis membros, enquanto em Formosa agiam outros seis. A operação também tem investigado o que tem facilitado a entrada de celulares no presídio Odenir Guimarães.
A Deflagração
Ainda conforme o capitão, uma das pessoas que fazia a distribuição das drogas chama-se Simone Saraiva, de Formosa. “Ela já foi candidata à vereadora e é agente da dengue na cidade.” Leandro sustenta que ela vinha principalmente à Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo pegar a mercadoria e levar para as cidades do interior, seguindo também para o Tocantins. “Às vezes ela usava até criança para transportar a droga. A distribuição se dava por ônibus, carro particular ou locado.”
O major Moura, do 16º Batalhão de Formosa, disse ao Jornal Opção Online não poder confirmar a informação de que ela usava criança para transportar a droga. “O que eu posso dizer é que uma criança estava em sua casa quando ela foi presa; creio que seja neta dela. O conselho tutelar já foi acionado.” Na casa de Simone foi encontrada uma pequena quantidade de maconha, cocaína e crack. Segundo o major, a irmã de Simone, Sandra, também foi presa, juntamente de outras duas mulheres.
Desde o início da apuração, vários crimes foram constatados, tais como o tráfico e associação para o tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que em Campos Belos a organização contava com pelo menos seis membros, enquanto em Formosa agiam outros seis. A operação também tem investigado o que tem facilitado a entrada de celulares no presídio Odenir Guimarães.
A Deflagração
Foto: Assessoria de Imprensa/ MPGO

As investigações começaram em dezembro do ano passado, pela Promotoria de Justiça de Campos Belos. Deflagrada hoje, durante a operação foram apreendidos cerca de R$ 50 mil em moedas diversas (real, euro, dólar e peso), um cheque no valor de R$ 100 mil, uma grande quantidade de droga (o número real ainda não foi levantado), documentos, celulares e cadernos de anotações. Os suspeitos presos foram flagrados com drogas em Formosa, Campos Belos e no presídio em Aparecida.
Das pessoas detidas, 10 estavam em Campos Belos, quatro em Formosa e dois são detentos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Capitão Carvalho disse ao Jornal Opção Online que uma pessoa também foi presa em Sobradinho (DF).
O Ministério Público adianta que está previsto o oferecimento, num primeiro instante, de três denúncias por tráfico de drogas contra vários membros da organização, o que deve acontecer até o final desta semana. Uma entrevista coletiva sobre a operação será realizada na tarde desta terça-feira (18/2) na sede das Promotorias de Formosa.
Desde dezembro do ano passado, a Polícia Militar de Campos Belos fez várias apreensões de significativas quantias de drogas e prisão em flagrante de alguns integrantes, após serem feitas interceptações telefônicas para descobrir a atuação da organização, seus membros, movimentação financeira e o caminho da droga.
Participam da ação promotores de Justiça de diversas comarcas do Estado, com o apoio do Centro de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. O trabalho contou ainda com a parceria das Polícias Civil e Militar de Goiás e Polícia Civil do Distrito Federal, além do Grupo de Operações Penitenciárias (Gope) da Secretaria de Administração Penitenciária e Justiça e de agentes carcerários da Penitenciária Odenir Guimarães.
As investigações começaram em dezembro do ano passado, pela Promotoria de Justiça de Campos Belos. Deflagrada hoje, durante a operação foram apreendidos cerca de R$ 50 mil em moedas diversas (real, euro, dólar e peso), um cheque no valor de R$ 100 mil, uma grande quantidade de droga (o número real ainda não foi levantado), documentos, celulares e cadernos de anotações. Os suspeitos presos foram flagrados com drogas em Formosa, Campos Belos e no presídio em Aparecida.
Das pessoas detidas, 10 estavam em Campos Belos, quatro em Formosa e dois são detentos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Capitão Carvalho disse ao Jornal Opção Online que uma pessoa também foi presa em Sobradinho (DF).
O Ministério Público adianta que está previsto o oferecimento, num primeiro instante, de três denúncias por tráfico de drogas contra vários membros da organização, o que deve acontecer até o final desta semana. Uma entrevista coletiva sobre a operação será realizada na tarde desta terça-feira (18/2) na sede das Promotorias de Formosa.
Desde dezembro do ano passado, a Polícia Militar de Campos Belos fez várias apreensões de significativas quantias de drogas e prisão em flagrante de alguns integrantes, após serem feitas interceptações telefônicas para descobrir a atuação da organização, seus membros, movimentação financeira e o caminho da droga.
Participam da ação promotores de Justiça de diversas comarcas do Estado, com o apoio do Centro de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. O trabalho contou ainda com a parceria das Polícias Civil e Militar de Goiás e Polícia Civil do Distrito Federal, além do Grupo de Operações Penitenciárias (Gope) da Secretaria de Administração Penitenciária e Justiça e de agentes carcerários da Penitenciária Odenir Guimarães.


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