Quatro governadores se posicionaram com relação à proposta da presidente Dilma Rousseff (PT), feita em pronunciamento dessa sexta-feira (21). Em sua fala, Dilma convocou as líderanças estaduais e municipais para um pacto nacional pela melhoria do serviço público, uma das questões exaltadas pelos manifestantes que tem ido às ruas de todo o país nos últimos dias.
Marconi Perillo (PSDB), governador do Estado de Goiás, declarou em nota que aceita o chamamento da presidente e se coloca à disposição para o debate. “A presidente Dilma mostra-se lúcida e de grande capacidade de liderança, ao traduzir para toda a Nação a mensagem que o povo nas ruas emite nas veementes manifestações históricas dos últimos dias. Sem dúvida, quero ir ao encontro dela para firmarmos um pacto que permita à União, aos Estados e aos municípios uma ação conjunta pelas legítimas aspirações do povo brasileiro”, diz a declaração divulgada pela assessoria de comunicação do governador.
Lideranças de outros 3 estados também se posicionaram favoravelmente à discussão. Foram elas o governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), Jaques Wagner (PT), governador da Bahia, e Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul.
“Agora compete aos agentes políticos se moverem em direção a esse diálogo, a partir dos governadores, dos prefeitos de grandes capitais, mas repito, tem que ter uma grande mobilização do Congresso Nacional para que a pauta não seja bloqueada por interesse regional mesquinho ou interesse partidário que são meramente conjunturais”, disse Tarso Genro.
Quem também se posicionou acerca do tema foi o senador mineiro Aécio Neves (PSDB). Potencial presidente, ele avaliou o discurso como reprodução do “tradicional jeitinho de fazer política no Brasil: empurrando os problemas para debaixo do tapete, fingindo que não tem nada a ver com o que está acontecendo".
Entidades também se posicionam
Uma nota de repúdio assinada pela Associação Médica Brasileira (AMB), a Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), foi divulgada no sábado (22), um dia após ao pronunciamento da presidente Dilma Rousseff. O posicionamento é pautado no anúncio de importação de médicos estrangeiros para melhorar a situação da saúde pública brasileira.
"O caminho trilhado é de alto risco e simboliza uma vergonha nacional. Ele expõe a população, sobretudo a parcela mais vulnerável e carente, à ação de pessoas cujos conhecimentos e competências não foram devidamente comprovados. Além disso, tem valor inócuo, paliativo, populista e esconde a falta os reais problemas que afetam o Sistema Único de Saúde (SUS)", diz trecho do texto.
As entidades enaltecem a necessidade de aumento dos investimentos e a qualificação da área da saúde no Brasil.
"O foco será: primeiro, a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que privilegie o transporte coletivo. Segundo, a destinação de 100% dos recursos do petróleo para a educação. Terceiro, trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do Sistema Único de Saúde, o SUS", declarou a presidente em sua fala, na sexta-feira (21).


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